quinta-feira, 10 de abril de 2014

Problemas de Audição na Infância

   A Deficiência Auditiva/Surdez é a dificuldade ou impossibilidade para ouvir. Pode ocorrer antes, durante ou depois do nascimento e pode ser causada por diversos fatores, tais como rubéola, medicamentos que causam lesões no ouvido (ototóxicos), gripes e resfriados mal curados, etc... Seu grau gravidade varia e a criança pode não ouvir desde um ou outro som mais fraco até não ouvir som algum.

   Como detectar problemas auditivos na criança?

   Quais os riscos da criança apresentar deficiência auditiva? Responda às questões a seguir. Se houver alguma resposta positiva, na dúvida procure um médico e um fonoaudiólogo:
  • Há parentesco entre o pai e a mãe da criança?
  • Há casos de surdez na família?
  • Há casos de atraso no desenvolvimento da fala e da linguagem na família?
       Durante a gravidez:
  • Foi feito acompanhamento pré-natal?
  • A mãe tirou Raio X?
  • Tomou medicamentos sem orientação médica?
  • Teve rubéola?
  • Apresentou outros problemas de saúde durante a gravidez?
       Após o parto:
  • A criança nasceu com peso abaixo de 1.500gr?
  • A criança ficou na incubadora muito tempo?
  • A criança apresentou ou apresenta convulsões?
  • Quando o bebê é prematuro o ideal é a realização de uma avaliação da audição o mais rápido possível. Converse com o médico.



   Crianças:
  • A criança não responde a estímulos sonoros (bater palmas, assobios, chamado dos pais)?
  • A criança tem dores de ouvido freqüentes?
  • A criança já teve meningite, caxumba ou sarampo?
  • A criança fala bem?
   Problemas de audição podem levar ao comprometimento e/ou impedimento da aquisição da fala e linguagem, dificultando a comunicação e a integração social do indivíduo, pois estas áreas estão intimamente ligadas.
 
   Qualquer dúvida procure um fonoaudiólogo.

Fonte:http://www.reginanicolosi.com.br/falar.asp
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segunda-feira, 7 de abril de 2014

COMO ESTIMULAR A LEITURA NA CRIANÇA

Freqüentemente muitos pais e professores reclamam que as crianças estão lendo cada vez menos e não têm mais o mesmo interesse por livros.

Mas o que fazer para reverter essa situação e estimular o hábito de leitura das crianças ?

Como fazer a criança gostar de ler ?

Sugerimos aos pais, professores e responsáveis as seguintes dicas:
  • Leia bastante e demonstre interesse pela leitura – o exemplo começa em casa;
  • Estimule a leitura dos livros indicados pela escola;
  • Elogie a criança quando ela estiver lendo;
  • Ofereça leituras diárias – ler todos os dias aumenta o vocabulário e estimula a inteligência e o Desenvolvimento da Fala e Linguagem;
  • Conte histórias para as crianças, depois de um tempo peça ajuda a elas para completar e terminar as histórias;
  • Peça para a criança contar-lhe histórias infantis;
  • Converse bastante com a criança e incentive-a a contar os acontecimentos do dia;
  • Peça-lhe opiniões e comentários sobre a leitura;
  • Quando possível, acompanhe a leitura com interpretação e gesticulação;
  • Estipule horários para a TV, vídeo games e computador;
  • Quando possível, leia para a criança antes de dormir.

Todo o tipo de leitura é válida – livros, jornais, revistas e até mesmo histórias em quadrinhos estimulam o hábito de ler.


Peça orientação e sugestões de livros à professora. Essa troca de informações entre a família e a escola é muito importante.

Mas, se a criança apresentar dificuldades de aprendizagem, consulte um fonoaudiólogo.

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quinta-feira, 3 de abril de 2014

Afasia

   A Afasia é uma alteração no conteúdo, na forma, na percepção e expressão da linguagem e processos cognitivos. Após um aneurisma, um AVC – acidente vascular cerebral (conhecido como derrame cerebral), um trauma crânio encefálico – TCE (que poderá ser com ou sem perfuração da calota craniana), tumores degenerativos e outras doenças metabólicas, tóxicas ou infecciosas, pode ocorrer a perda total ou parcial da comunicação oral, fala e linguagem.
   O indivíduo apresenta dificuldades na compreensão e na emissão da fala e da linguagem, adquirida em conseqüência de uma lesão nas áreas cerebrais responsáveis pela fala ou pela compreensão das palavras faladas. Pode ou não estar associada a outras alterações, como Disfagia (dificuldade de deglutir), dificuldade de movimentos de partes do corpo, etc.
   Independente do grau ou tipo de afasia existente o tratamento e a reeducação das funções da fala e da linguagem são sempre válidos e devem ser iniciados o mais rápido possível, melhorando assim o prognóstico.
   A família tem papel fundamental na estimulação e recuperação da comunicação do afásico.
   Portanto quando existir o diagnóstico de afasia procure um fonoaudiólogo que poderá auxiliá-lo neste período de recuperação.
  

TRATAMENTO FONOAUDIOLÓGICO


O tratamento fonoaudiológico da Afasia tem sido primordial na recuperação, total ou parcial da linguagem e fala do paciente e das demais funções alteradas, principalmente nos casos em que a Disfagia está associada.
Cada caso é específico e deve ser detalhadamente avaliado. Mas, independente do grau ou tipo de afasia existente, a reeducação das funções da fala e da linguagem é sempre válida e deve ser iniciada mais rápido possível, melhorando assim o prognóstico.
O papel da família é fundamental na recuperação do paciente. È ela que estimula o afásico a buscar sempre interagir, a se comunicar, evitando seu isolamento.
Quando existir o diagnóstico de Afasia procure um fonoaudiólogo o mais rápido possível para auxiliá-lo neste período de recuperação.
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segunda-feira, 31 de março de 2014

Desenvolvimento da Fala e da Linguagem

   Os três primeiros anos de vida têm importância fundamental no desenvolvimento do cérebro humano e é, portanto, o período ideal para a aquisição da fala e da linguagem. Para que ocorra a aquisição e o desenvolvimento adequado da fala e da linguagem, muitos fatores estão envolvidos desde o nascimento do bebê. Entre eles a boa audição, o desenvolvimento adequado das funções: respiração, sucção, deglutição e mastigação e a estimulação global da criança.

   Para que comece a ocorrer um processo de comunicação a criança deverá se sentir motivada para isso. A estimulação através de canto, conversas,  brincadeiras e leitura propiciam a aquisição de habilidades que favorecem o desenvolvimento. Deverá existir o que se chama de intenção comunicativa (através da fala serão conseguidos objetos de interesse da criança). Este aspecto surge através do contato diário com as pessoas e da estimulação que essa interação propicia. Também devemos considerar a importância da amamentação materna, alimentação com textura e consistência adequada nas diferentes fases e a não existência de hábito de sucção de dedo ou chupeta além dos dois anos. Todos esses fatores contribuem para uma musculatura orofacial adequada à produção da fala.
  


   Verifique o desenvolvimento da audição e da linguagem de sua criança:

 0 a 3 meses: Sua emissão sonora é muito rica: murmúrios, pequenos sons guturais (vocalizações reflexas), gritos; vocalização; balbucio; Assusta-se com sons fortes, mas já reconhece e se acalma com a voz da mãe;

3 a 6 meses: Imita sons espontâneos e balbucia.Produz sons de forma variada (aaa, eee, hum). Vira a cabeça para o lado em que ouviu um som, chegando a interromper a atividade para ouvir um som;

6 a 9 meses: Tenta expressar suas necessidades através de gestos e/ou vocalizações diferentes de choro. Entende gestos do tipo “vem cá”, “não”. Inicia o balbucio (dadada, bababa, mamama). Já localiza sons diretamente para os lados e se interessa por brinquedos que produzem ruído;

9 meses a 1 ano: Balbucia e presta atenção à fala das pessoas, além de entender expressões familiares como: não, tchau, dá. Explora os sons dos objetos;

1 ano e meio (18 meses): Linguagem telegráfica, emprega alguns verbos; Seu vocabulário é de cerca de 20 a 100 palavras; Começa a juntar palavra sem frases simples: "qué naná”, "qué papá"; Compreende ordens familiares: não mexa, dá pra mim, não pode;

2 anos: Forma frases com 3 palavras, emprega substantivos e verbos; nomeia figuras; usa os pronomes “eu” e “ você“; seu vocabulário é de cerca de 200 a 300 palavras; compreende ordens faladas;

3 anos: Emprega substantivos, verbos no indicativo, adjetivos e preposições; Produz todos os fonemas embora possa omitir os grupos consonantais e arquifonemas. Vocabulário de cerca de 900 palavras. Nesta época pode ocorrer uma alteração de ritmo de fala, muitas vezes confundido com gagueira;

4 anos: Emprega substantivos, adjetivos, advérbios e verbos no futuro. Usa sentenças de 5 palavras. Fala todos os fonemas da língua.

   Se o desenvolvimento da criança não seguir a tabela acima procure fonoaudiólogo e o pediatra.

   Importante: Quanto mais cedo for realizada a intervenção das alterações na aquisição da linguagem, maiores as chances de estimulação e/ou tratamento de um eventual problema
     
Para falar e ouvir, fale com um fonoaudiólogo.


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quinta-feira, 27 de março de 2014

DISTÚRBIO DE LEITURA E ESCRITA


A escrita é uma forma de comunicação, e existe para o indivíduo a partir do momento em que este já pode ler. Quando o indivíduo se depara com sinais gráficos que não pode ler a comunicação perde sua função. A leitura tem a função de tornar a escrita significativa e deve ser valorizada no processo de alfabetização, pois é uma prática social.

O distúrbio de leitura e escrita é caracterizado pela dificuldade na aquisição e/ou desenvolvimento da linguagem escrita. Geralmente são crianças que apresentam déficits tanto na decodificação fonológica quanto de compreensão da linguagem oral e/ou escrita.

As manifestações são evidentes durante o aprendizado da leitura e escrita, nos anos pré-escolares podem aparecer alguns sinais de dificuldades mais amplas de linguagem tais como vocabulário pobre, uso inadequado da gramática e dificuldades no processamento fonológico.

Nos anos inicias da escolaridade, além de dificuldades no reconhecimento das palavras e de compreensão na leitura, podem demonstrar dificuldades em manter a atenção e narrar fatos e acontecimentos, e problemas de compreensão do discurso, com freqüência, apresentam uma relação de sofrimento com a escrita, desinteresse pelas atividades de leitura e escrita, desconhecimento a cerca de suas funções, frustrações e inseguranças geradas pelos erros que cometem enquanto leitor e escritor.

Os distúrbios de leitura e escrita têm causas variadas, podendo ser orgânicas, psicológicas, pedagógicas ou sócio-culturais.

O fonoaudiólogo atua nesta área promovendo o entendimento da funcionalidade da escrita e da leitura, e no estabelecimento de uma relação satisfatória e prazerosa na elaboração, interpretação e organização de textos.



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