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segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Estética Facial

A busca pela beleza e pela juventude tem sido uma constante em todas as culturas da história humana. Manter uma boa aparência e não envelhecer são conceitos cultuados desde as mais remotas civilizações e hoje em dia estão cada vez mais valorizados.
 
 
A busca pela beleza e pela juventude tem sido uma constante em todas as culturas da história humana. Manter uma boa aparência e não envelhecer são conceitos cultuados desde as mais remotas civilizações e hoje em dia estão cada vez mais valorizados.
 
Por ser a face altamente valorizada como o seguimento corpóreo mais representativo da pessoa e como centro das atenções para uma busca estética, a sua alteração, com o envelhecimento natural, traz inúmeras preocupações.
 
O aparecimento das rugas de expressão facial assusta, incomoda, chegando muitas vezes a ser motivo de angústia. Assim, além de tais fatores, nos últimos anos, a preocupação com o envelhecimento facial tem se tornado crescente em face da maior longevidade do indivíduo e dos avanços da medicina.

O aparecimento das rugas pode estar relacionado às alterações miofuncionais e posturais, uma vez que as funções mais importantes dos músculos da expressão facial relacionam-se com a alimentação, mastigação, fonação e movimentos oculares.
 
Suas contrações produzem na face variações na forma de pregas e sulcos da pele que alteram a fisionomia e exteriorizam os sentimentos. É possível, entretanto, dosar uso e contração, diminuindo exageros e buscando um funcionamento mais natural e um equilíbrio que não sobrecarregue desnecessariamente a musculatura da expressão facial.
 
Assim, a Fonoaudiologia direcionou sua atuação clínica em Motricidade Orofacial, especialidade responsável por aspectos musculares e funcionais do complexo orofacial, ao trabalho e manutenção da musculatura da face, a fim de proporcionar ao indivíduo uma aparência jovem, saudável, esteticamente mais harmoniosa, com expressões suaves, amenizando os efeitos do envelhecimento observados e, conseqüentemente, proporcionando melhor funcionamento a todo o complexo orofacial.
 
Na atuação em estética facial existem alguns objetivos específicos, como alongar, relaxar e fortalecer a musculatura; buscar modificações de postura; eliminação de movimentos compensatórios e/ou desnecessários, que acarretam alívio, suavidade e novo equilíbrio na mastigação, deglutição, sucção e expressividade comunicativa, evitando-se papadas, pálpebras e bochechas caídas, melhorando a oxigenação das fibras musculares, além de proporcionar uma sensação de bem estar. Os movimentos destinados ao ganho de tonicidade muscular fazem com que os músculos aumentem de volume e, como conseqüência, a pele se estica. As rugas ou marcas de expressão ficam menos evidentes e o rosto ganha um contorno mais definido.
 
Os tratamentos são personalizados, porque cada indivíduo tem uma disfunção específica e há um programa para cada faixa etária. Além das sessões de ginástica facial é preciso que se desenvolva uma reeducação e execute exercícios fora dos momentos de terapia. A partir dos 25 anos o tratamento já é indicado com a finalidade de manter o fortalecimento muscular, prevenindo rugas e flacidez.

Fonte: www.saudebh.com

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Respiração Oral

   A Fonoaudiologia tem como um de seus objetivos o restabelecimento das funções respiratórias, mastigatórias, atos de deglutição e fala, visando o equilíbrio miofuncional. O trabalho do fonoaudiólogo visa sobretudo prevenir, habilitar ou reabilitar estas funções. Entre as funções estomatognáticas, a respiração exerce função vital, além de propiciar o desenvolvimento e crescimento crânio-facial.
 
   Ela deve ser nasal, mas nem sempre isso é possível devido a alguns impedimentos. Dentre eles podemos citar:
- hipertrofia de amigdalas e adenóide;
- rinite;
- bronquite;
- sinusite.
 
   Quando ocorre algum destes impedimentos, observa-se obstrução das vias aéreas superiores fazendo com que o indivíduo necessite respirar pela boca.
 
   É importante interceptar a presença da respiração oral tão logo seja percebido o processo, encaminhando o paciente, sempre que possível, para o tratamento multidisciplinar.
 
   Esse tratamento compete ao alergista, otorrinolaringologista, dentista, ortodontista e fonoaudiólogo.
 
   É muito importante estarmos atentos às características do respirador oral. São elas:
  • Apresenta face alongada, caracterizada pelo aumento da altura da metade inferior do esqueleto dentofacial;
  • Apresenta olheiras devido à diminuição da drenagem linfática;
  • Possui as asas do nariz hipodesenvolvidas;
  • Apresenta mau hálito;
  • À noite, seu sono é agitado, baba e ronca;
  • É sonolento, apresenta, muitas vezes, déficit de atenção, concentração e dificuldade de aprendizagem devido à falta de oxigenação no cérebro;
  • Apresenta rendimento físico diminuído;
  • É inapetente, porque o ato de se alimentar gera esforço e cansaço;
  • Prefere líquidos e pastosos, porque não requerem trabalho mastigatório;
  • Na criança, a respiração oral reduz o estímulo de crescimento do terço médio da face, levando à formação de palato em ogiva, hipodesenvolvimento lateral da arcada dentária superior, com conseqüente aumento ântero-posterior da mesma e protrusão dos dentes;
  • Apresenta postura corporal incorreta.
   Podemos observar que os efeitos da respiração oral são bastante nocivos e podem deixar sequelas na musculatura e nas funções de mastigação, deglutição e fala. A musculatura dos lábios, língua e bochechas torna-se hipotônica e por isso, essas estruturas funcionarão de maneira inadequada e menos eficiente nas funções de mastigação, deglutição e fala. O indivíduo que respira pela boca não consegue vedar os lábios devido ao tônus dos mesmos estar diminuído ou devido à oclusão dentária que não possibilita o vedamento labial. Às vezes, a mastigação pode apresentar-se unilateral, o que pode causar mordidas cruzadas; a deglutição será atípica, isto é, com projeção de língua entre as arcadas dentárias; a fala poderá estar alterada devido à hipotonia dos órgãos fonoarticulatórios e ao posicionamento incorreto de língua.
 
   Nestes casos, o tratamento fonoaudiológico tem como objetivo, principalmente, a conscientização por parte da família da necessidade da adequação da respiração. Em um segundo momento, o trabalho muscular necessário será realizado através de exercícios que adequarão a tonicidade e postura dos órgãos fonoarticulatórios, além de adequar as funções de mastigação, deglutição e fala.
 
   O respirador oral quase sempre apresenta algum tipo de alteração dentária a qual denomina-se má oclusão que pode ser biprotrusão de arcadas dentárias, mordida aberta, mordida cruzada, classe II, entre outras. Então, o indivíduo necessitará, em determinado momento, do tratamento ortodôntico que, provavelmente, será realizado em conjunto com o fonoaudiológico.
 
   É importante ressaltar que alguns pacientes pós-tratamento com otorrino e/ou alergista, que não apresentam mais impedimento orgânico para a respiração nasal, mas continuam sendo respiradores orais (respiração oral por hábito), também deverão realizar terapia fonoaudiológica a fim de aprenderem a utilizar o nariz para respirar.
 
   Pode ser revertido o quadro da respiração oral possibilitando melhores condições de vida futura ao paciente através do tratamento multidisciplinar.
 
Fonte:www.abcdasaude.com.br

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

MOTRICIDADE ORAL E DEGLUTIÇÃO

   Quando se fala em motricidade oral é necessário falar também sobre o sistema estomatognático (Ferraz). O sistema estomatognático é formado por vários elementos: nervos, dentes, ossos, músculos, lábios, etc. As alterações do sistema estomatognático, principalmente em relação à oclusão dentária, podem afetar a saúde e a estética da boca/face.
 
   Fazem parte do sistema estomatognático as funções de mastigação, sucção, deglutição, fonação, articulação e respiração. As forças da mastigação, deglutição e o equilíbrio postural são transmitidos aos dentes, que se posicionam onde estas forças permitirem.
   A mastigação corresponde ao início do processo digestório e compreende as fases de incisão, trituração e pulverização.
   Pais e educadores não podem esquecer de ensinar a criança a mastigar sempre os alimentos, pois os músculos da face precisam de trabalho. Preferir alimentos mais duros para mastigar (ex: comer pão francês ao invés de pão de forma) é muito bom. Desta forma, os músculos da fala estarão sendo melhor preparados.
 
Cuidado com os dentes de leite!
   Embora saibamos que os dentes de leite da criança vão ser trocados, eles devem ser muito bem tratados e conservados, pois só assim vão facilitar a mastigação e consequentemente o crescimento harmônico da face. Acompanhar a criança na escovação e ensinar o hábito de escovar os dentes no mínimo 03 vezer por dia é muito importante e previne problemas futuros.
   A sucção inicia-se através do reflexo da busca. Na amamentação, sua função é a de retirar o leite do seio materno e funciona também como importante estimulador do crescimento craniofacial
   A deglutição ou ato de engolir é uma função biológica, complexa e coordenada na qual os alimentos passam da boca para a faringe e esôfago através de uma conexão neurológica e de um sincronismo de ações musculares.
   A língua exerce um papel fundamental no estabelecimento da oclusão dentária. O equilíbrio dentário é feito pelos próprios dentes que se amparam mutuamente, pelas bochechas, lábios e língua.
 
DEGLUTIÇÃO ATÍPICA
   A deglutição atípica ou a atipia na deglutição ocorre quando a ponta da língua é pressionada entre os incisivos e seus bordos laterais podem penetrar entre os pré-molares e molares (Braga & Machado). Em outras palavras é "quando a ponta da língua empurra os dentes".
   Num periodo de 24 horas uma pessoa engole em médias 2400 vezes. Esta quantidade e frequência de deglutições é suficiente para fazer uma língua mal posicionada empurrar os dentes.
   O tratamento fonoaudiológico em conjunto com o tratamento ortodôntico é de fundamental importância para garantir a harmonia entre FORMA (oclusão dentária) e FUNÇÃO (respiração, mastigação, sucção, deglutição e fala). As rescidivas no tratamento ortodôntico quando não há reeducação da postura de língua e funções é muito comum.
 
Fonte:Magda Denise Duarte

segunda-feira, 28 de abril de 2014

O que é Fonoaudiologia ?


   O fonoaudiólogo é um profissional de Saúde e Educação, com graduação plena em Fonoaudiologia, que atua de forma autônoma e independente nos setores público e privado. É responsável pela promoção da saúde, prevenção, avaliação e diagnóstico, orientação, terapia (habilitação e reabilitação) e aperfeiçoamento dos aspectos fonoaudiológicos da função auditiva periférica e central, da função vestibular, da linguagem oral e escrita, da voz, da fluência, da articulação da fala e dos sistemas miofuncional, orofacial, cervical e de deglutição. Exerce também atividades de ensino, pesquisa e administrativas. Em indivíduos de todas as idades desde o recém-nascido até o idoso.

  O fonoaudiólogo é atuante em: unidades básicas de saúde, ambulatórios de especialidades, hospitais e maternidades, consultórios, clínicas, home care, domicílios,  asilos e casas de saúde, creches e berçários, escolas regulares e especiais, instituições de ensino superior, empresas, veículos de comunicação (rádio, TV e teatro) e associações.
   O Fonoaudiólogo pode ser tanto generalista como as especialidades a seguir:

Audiologia- Por meio da audição é que se adquire, normalmente, a comunicação oral. Doenças na gestação, infecções de ouvido, uso indiscriminado de medicamentos, exposição a ruídos intensos e outros podem causar alterações auditivas, comprometendo a comunicação e a qualidade de vida do indivíduo.
Linguagem- É a especialidade que trabalha com os aspectos que envolvem a comunicação oral e escrita. O seu desenvolvimento dá-se desde a infância até a idade adulta. Pessoas com problemas de comunicação (expressão e compreensão) podem ter dificuldades na sua integração social e profissional.
Motricidade-  Nesta especialidade, o fonoaudiólogo habilita/reabilita funções relacionadas a respiração, sucção, mastigação, deglutição, expressão facial e articulação da fala, propiciando melhores condições de vida e de comunicação.
Saúde Coletiva- É um campo da Fonoaudiologia voltado a construir estratégias de planejamento e gestão em saúde, no campo fonoaudiológico, com vistas a intervir nas políticas públicas, bem como atuar na atenção à saúde, nas esferas de promoção, prevenção, educação e intervenção, a partir do diagnóstico de grupos populacionais.
Voz- Representa a identidade do indivíduo, pois expressa seus sentimentos. É produzida pelas pregas vocais e quando estas não funcionam adequadamente, a voz é alterada, podendo ficar rouca, abafada, soprosa, comprometendo o trabalho e a vida pessoal. O fonoaudiólogo previne, avalia e trata os problemas da voz falada (disfonias), cantada (disonias) e ainda aperfeiçoa os padrões vocais.




As imagens usadas neste post são de autoria desconhecida, encontradas em sites de busca. Caso você seja o autor, entre em contato para a colocação dos créditos ou remoção.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Integração Fonoaudiologia e Odontologia

A inter-relação entre a Fonoaudiologia e a Odontologia (Ortodontia e Ortopedia) enfoca aspectos relacionados à forma, função e postura. O resultado ideal do trabalho conjunto destas áreas é o equilíbrio funcional entre as partes moles (músculos e ligamentos) e as partes duras (dentes e ossos).
Mas quando suspeitar de alterações para a indicação de um fonoaudiólogo?
O dentista pode suspeitar de alterações funcionais durante o exame clínico geral, já no primeiro contato, e complementá-lo com observação do paciente e/ou com as perguntas básicas presentes na documentação ortodôntica.
Exemplos de algumas alterações relacionadas à Fonoaudiologia que podem se observadas e/ou pesquisadas pelo dentista:
  • Deglutição (atípica, interposição de língua entre os dentes);
  • Respiração (alergia, rinites, asma, bronquite);
  • Higiene oral (halitose (adenóide e/ou amígdalas); cáries (má higienização, alimentação, etc);
  • Mobilidade dentária (bruxismo, briquismo, DTM);
  • Fraturas (bruxismo, briquismo, DTM).
Como procedimento de rotina na clínica fonoaudiológica, o paciente com alterações é encaminhado para o dentista após a avaliação. É importante que o dentista observe e encaminhe o paciente para avaliação e conduta fonoaudiológica quando perceber algum problema funcional.
O fonoaudiólogo pode atuar junto ao dentista em todas as fases do tratamento: Diagnóstico, Instalação do aparelho, Oclusão, Contenção, Manutenção periódica e após o término do tratamento.
Junto à Odontologia, a Fonoaudiologia exerce um papel importante no diagnóstico e tratamento dos distúrbios do sistema estomatognático e suas funções. O trabalho conjunto previne e/ou diminui as recidivas e encurta o tempo de tratamento. Procure sempre um fonoaudiólogo.

Fonte: http://www.reginanicolosi.com.br/falar.asp
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