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quinta-feira, 23 de abril de 2015

Dores de cabeça frequentes, pode ser disfunção temporomandibular

    A disfunção temporomandibular (DTM), é uma doença crônica, que se caracteriza por um conjunto de sinais e sintomas, como: dor de cabeça, dor e dificuldade na mastigação, redução na abertura da boca, zumbido e / ou dor de ouvido, ruídos na articulação temporomandibular (ATM).

 
    As causas das DTM são de origem multifatorial, não apresentando uma causa única, onde há vários aspectos relacionados como: as alterações na oclusão (perdas dentárias, desgaste dental, próteses mal adaptadas, etc); lesões traumáticas ou degenerativas da ATM; problemas esqueléticos; fatores psicológicos (provocam tensão e aumentam a atividade muscular, gerando fadiga) e os hábitos parafuncionais (roer unhas, apoio de mão na mandíbula, bruxismo entre outros), podem ocasionar prejuízos levando ao desequilíbrio da ATM e desarmonia de todo o sistema estomatognático.
 
 
    O FONOAUDIÓLOGO na terapia das DTM realiza inicialmente uma anamnese detalhada, uma avaliação minuciosa, escolhendo métodos e técnicas que estejam voltados para a modificação dos fatores desencadeantes e ou que intensificam a dor, o desconforto e limitações, estabelecendo o equilíbrio miofuncional, reeducando a musculatura orofacial, basicamente através de termoterapia, massagens, mioterapia e restabelecimento das funções estomatognáticas.
 
 
    Como as causas são multifatoriais, é importante lembrar que o tratamento deve ser multidisciplinar!
 
 
Fonte: Espaço Dizer

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Estética Facial

A busca pela beleza e pela juventude tem sido uma constante em todas as culturas da história humana. Manter uma boa aparência e não envelhecer são conceitos cultuados desde as mais remotas civilizações e hoje em dia estão cada vez mais valorizados.
 
 
A busca pela beleza e pela juventude tem sido uma constante em todas as culturas da história humana. Manter uma boa aparência e não envelhecer são conceitos cultuados desde as mais remotas civilizações e hoje em dia estão cada vez mais valorizados.
 
Por ser a face altamente valorizada como o seguimento corpóreo mais representativo da pessoa e como centro das atenções para uma busca estética, a sua alteração, com o envelhecimento natural, traz inúmeras preocupações.
 
O aparecimento das rugas de expressão facial assusta, incomoda, chegando muitas vezes a ser motivo de angústia. Assim, além de tais fatores, nos últimos anos, a preocupação com o envelhecimento facial tem se tornado crescente em face da maior longevidade do indivíduo e dos avanços da medicina.

O aparecimento das rugas pode estar relacionado às alterações miofuncionais e posturais, uma vez que as funções mais importantes dos músculos da expressão facial relacionam-se com a alimentação, mastigação, fonação e movimentos oculares.
 
Suas contrações produzem na face variações na forma de pregas e sulcos da pele que alteram a fisionomia e exteriorizam os sentimentos. É possível, entretanto, dosar uso e contração, diminuindo exageros e buscando um funcionamento mais natural e um equilíbrio que não sobrecarregue desnecessariamente a musculatura da expressão facial.
 
Assim, a Fonoaudiologia direcionou sua atuação clínica em Motricidade Orofacial, especialidade responsável por aspectos musculares e funcionais do complexo orofacial, ao trabalho e manutenção da musculatura da face, a fim de proporcionar ao indivíduo uma aparência jovem, saudável, esteticamente mais harmoniosa, com expressões suaves, amenizando os efeitos do envelhecimento observados e, conseqüentemente, proporcionando melhor funcionamento a todo o complexo orofacial.
 
Na atuação em estética facial existem alguns objetivos específicos, como alongar, relaxar e fortalecer a musculatura; buscar modificações de postura; eliminação de movimentos compensatórios e/ou desnecessários, que acarretam alívio, suavidade e novo equilíbrio na mastigação, deglutição, sucção e expressividade comunicativa, evitando-se papadas, pálpebras e bochechas caídas, melhorando a oxigenação das fibras musculares, além de proporcionar uma sensação de bem estar. Os movimentos destinados ao ganho de tonicidade muscular fazem com que os músculos aumentem de volume e, como conseqüência, a pele se estica. As rugas ou marcas de expressão ficam menos evidentes e o rosto ganha um contorno mais definido.
 
Os tratamentos são personalizados, porque cada indivíduo tem uma disfunção específica e há um programa para cada faixa etária. Além das sessões de ginástica facial é preciso que se desenvolva uma reeducação e execute exercícios fora dos momentos de terapia. A partir dos 25 anos o tratamento já é indicado com a finalidade de manter o fortalecimento muscular, prevenindo rugas e flacidez.

Fonte: www.saudebh.com

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Respiração Oral

   A Fonoaudiologia tem como um de seus objetivos o restabelecimento das funções respiratórias, mastigatórias, atos de deglutição e fala, visando o equilíbrio miofuncional. O trabalho do fonoaudiólogo visa sobretudo prevenir, habilitar ou reabilitar estas funções. Entre as funções estomatognáticas, a respiração exerce função vital, além de propiciar o desenvolvimento e crescimento crânio-facial.
 
   Ela deve ser nasal, mas nem sempre isso é possível devido a alguns impedimentos. Dentre eles podemos citar:
- hipertrofia de amigdalas e adenóide;
- rinite;
- bronquite;
- sinusite.
 
   Quando ocorre algum destes impedimentos, observa-se obstrução das vias aéreas superiores fazendo com que o indivíduo necessite respirar pela boca.
 
   É importante interceptar a presença da respiração oral tão logo seja percebido o processo, encaminhando o paciente, sempre que possível, para o tratamento multidisciplinar.
 
   Esse tratamento compete ao alergista, otorrinolaringologista, dentista, ortodontista e fonoaudiólogo.
 
   É muito importante estarmos atentos às características do respirador oral. São elas:
  • Apresenta face alongada, caracterizada pelo aumento da altura da metade inferior do esqueleto dentofacial;
  • Apresenta olheiras devido à diminuição da drenagem linfática;
  • Possui as asas do nariz hipodesenvolvidas;
  • Apresenta mau hálito;
  • À noite, seu sono é agitado, baba e ronca;
  • É sonolento, apresenta, muitas vezes, déficit de atenção, concentração e dificuldade de aprendizagem devido à falta de oxigenação no cérebro;
  • Apresenta rendimento físico diminuído;
  • É inapetente, porque o ato de se alimentar gera esforço e cansaço;
  • Prefere líquidos e pastosos, porque não requerem trabalho mastigatório;
  • Na criança, a respiração oral reduz o estímulo de crescimento do terço médio da face, levando à formação de palato em ogiva, hipodesenvolvimento lateral da arcada dentária superior, com conseqüente aumento ântero-posterior da mesma e protrusão dos dentes;
  • Apresenta postura corporal incorreta.
   Podemos observar que os efeitos da respiração oral são bastante nocivos e podem deixar sequelas na musculatura e nas funções de mastigação, deglutição e fala. A musculatura dos lábios, língua e bochechas torna-se hipotônica e por isso, essas estruturas funcionarão de maneira inadequada e menos eficiente nas funções de mastigação, deglutição e fala. O indivíduo que respira pela boca não consegue vedar os lábios devido ao tônus dos mesmos estar diminuído ou devido à oclusão dentária que não possibilita o vedamento labial. Às vezes, a mastigação pode apresentar-se unilateral, o que pode causar mordidas cruzadas; a deglutição será atípica, isto é, com projeção de língua entre as arcadas dentárias; a fala poderá estar alterada devido à hipotonia dos órgãos fonoarticulatórios e ao posicionamento incorreto de língua.
 
   Nestes casos, o tratamento fonoaudiológico tem como objetivo, principalmente, a conscientização por parte da família da necessidade da adequação da respiração. Em um segundo momento, o trabalho muscular necessário será realizado através de exercícios que adequarão a tonicidade e postura dos órgãos fonoarticulatórios, além de adequar as funções de mastigação, deglutição e fala.
 
   O respirador oral quase sempre apresenta algum tipo de alteração dentária a qual denomina-se má oclusão que pode ser biprotrusão de arcadas dentárias, mordida aberta, mordida cruzada, classe II, entre outras. Então, o indivíduo necessitará, em determinado momento, do tratamento ortodôntico que, provavelmente, será realizado em conjunto com o fonoaudiológico.
 
   É importante ressaltar que alguns pacientes pós-tratamento com otorrino e/ou alergista, que não apresentam mais impedimento orgânico para a respiração nasal, mas continuam sendo respiradores orais (respiração oral por hábito), também deverão realizar terapia fonoaudiológica a fim de aprenderem a utilizar o nariz para respirar.
 
   Pode ser revertido o quadro da respiração oral possibilitando melhores condições de vida futura ao paciente através do tratamento multidisciplinar.
 
Fonte:www.abcdasaude.com.br

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

MOTRICIDADE ORAL E DEGLUTIÇÃO

   Quando se fala em motricidade oral é necessário falar também sobre o sistema estomatognático (Ferraz). O sistema estomatognático é formado por vários elementos: nervos, dentes, ossos, músculos, lábios, etc. As alterações do sistema estomatognático, principalmente em relação à oclusão dentária, podem afetar a saúde e a estética da boca/face.
 
   Fazem parte do sistema estomatognático as funções de mastigação, sucção, deglutição, fonação, articulação e respiração. As forças da mastigação, deglutição e o equilíbrio postural são transmitidos aos dentes, que se posicionam onde estas forças permitirem.
   A mastigação corresponde ao início do processo digestório e compreende as fases de incisão, trituração e pulverização.
   Pais e educadores não podem esquecer de ensinar a criança a mastigar sempre os alimentos, pois os músculos da face precisam de trabalho. Preferir alimentos mais duros para mastigar (ex: comer pão francês ao invés de pão de forma) é muito bom. Desta forma, os músculos da fala estarão sendo melhor preparados.
 
Cuidado com os dentes de leite!
   Embora saibamos que os dentes de leite da criança vão ser trocados, eles devem ser muito bem tratados e conservados, pois só assim vão facilitar a mastigação e consequentemente o crescimento harmônico da face. Acompanhar a criança na escovação e ensinar o hábito de escovar os dentes no mínimo 03 vezer por dia é muito importante e previne problemas futuros.
   A sucção inicia-se através do reflexo da busca. Na amamentação, sua função é a de retirar o leite do seio materno e funciona também como importante estimulador do crescimento craniofacial
   A deglutição ou ato de engolir é uma função biológica, complexa e coordenada na qual os alimentos passam da boca para a faringe e esôfago através de uma conexão neurológica e de um sincronismo de ações musculares.
   A língua exerce um papel fundamental no estabelecimento da oclusão dentária. O equilíbrio dentário é feito pelos próprios dentes que se amparam mutuamente, pelas bochechas, lábios e língua.
 
DEGLUTIÇÃO ATÍPICA
   A deglutição atípica ou a atipia na deglutição ocorre quando a ponta da língua é pressionada entre os incisivos e seus bordos laterais podem penetrar entre os pré-molares e molares (Braga & Machado). Em outras palavras é "quando a ponta da língua empurra os dentes".
   Num periodo de 24 horas uma pessoa engole em médias 2400 vezes. Esta quantidade e frequência de deglutições é suficiente para fazer uma língua mal posicionada empurrar os dentes.
   O tratamento fonoaudiológico em conjunto com o tratamento ortodôntico é de fundamental importância para garantir a harmonia entre FORMA (oclusão dentária) e FUNÇÃO (respiração, mastigação, sucção, deglutição e fala). As rescidivas no tratamento ortodôntico quando não há reeducação da postura de língua e funções é muito comum.
 
Fonte:Magda Denise Duarte

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Dia de atenção à respiração oral

Respirar pela boca causa desde infecções, problemas na fala até flacidez no rosto.

   Já prestou atenção na sua respiração? Ela é responsável pela saúde e bem-estar do dia-a-dia e, quando incorreta, pode oferecer problemas a curto e longo prazo além de garantir noites mal dormidas, perda de paladar, defeitos na face e desalinhamento dos dentes.

   Quando respiramos pela boca perdemos a segurança que as vias nasais oferecem além de apresentar riscos para a laringe, traquéia e pulmões. “Uma das funções do nariz é filtrar o ar, protegendo seu corpo contra uma série de microorganismos e, quando você respira pela boca, essa triagem deixa de ser feita”. O problema é que diante de qualquer dificuldade de respirar pelo nariz, nosso corpo automaticamente passa essa função para a boca, e nos acostumamos facilmente com essa condição. Num adulto, passa pelo nariz cerca de 15 a 20 mil litros de ar por dia. Quando apresentamos qualquer doença que impeça ou dificulte a passagem de ar por ele, começamos a utilizar a boca como via respiratória. Depois de algum tempo respirando pela boca, o organismo acaba exposto a diversos problemas de saúde. Infecções, como as faringites e amidalites, estão entre elas.

   Em crianças, a respiração bucal altera o posicionamento da língua, gerando distúrbios da deglutição, e leva a uma flacidez da musculatura face, que passa a ser menos exigida. Com o decorrer dos anos, principalmente as crianças que ainda estão em desenvolvimento, podem sofrer deformidades da arcada dentária e dos ossos da face e conseqüentemente “problemas na fala”.

Tratamento: Existem várias formas de tratamento, como exercícios fonoaudiológicos para reabilitação da respiração, tratamento de alergias, uso de aparelhos bucais e até cirurgia. As pessoas acabam se acostumando a essa condição e não procuram tratamento. Isso pode ser um risco para a saúde, trazendo diversos problemas futuros. Procure um fonoaudiólogo para receber orientação quanto ao tratamento mais adequado ao seu caso.

Fonte:http://tatianirossini.blogspot.com.br