segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

5 características da audição dos idosos

Conheça alguns fatores que podem desencadear na perda de audição quando a terceira idade chega
 
 
1. A perda de audição se dá nessa fase porque com o avanço da idade, há maior desgaste da estrutura do ouvido.
 
2. Tal processo é gradual e decorre de causas externas como ruídos, má alimentação, estresse, medicamentos e fatores metabólicos ou hereditários.
 
3. O problema é conhecido como presciacusia e é mais comum após os 60 anos, mas pode manifestar-se antes dos 50 anos por fatores genéticos e ambientais.
 
4. O sinais que evidenciam que está na hora de ficar atento são: a dificuldade em ouvir sons agudos, de entender conversas, a necessidade de aumentar o volume da televisão e pedir para repetir frases que lhe dizem, ou maior conforto ao ficar próximo da fonte sonora, além do surgimento de zumbido.
 
5. Muitas vezes o indivíduo se adapta à perda auditiva e só procura ajuda depois de muita insistência da família. O idoso precisa entender que uma boa audição é um fator protetor para situações de perigo.

Fonte: www.revistavivasaude.uol.com.br

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Distúrbio na voz faz professores procurarem fonoaudiologia

Problemas na voz são uma das principais causas de afastamento dos docentes.
Segundo o conselho federal, isso acontece por causa do uso excessivo das cordas vocais.



Professora da rede pública de São Paulo há 19 anos, Marciley Lambert Nikolaus, 39, precisou de acompanhamento específico com um fonoaudiólogo durante quatro meses para tratar de um distúrbio na corda vocal, provocado pelo "mau uso" da voz em sala de aula. À época, Marciley cumpria uma carga horária de 34 aulas semanais: todas em classes lotadas da rede pública de ensino.

"Isso aconteceu em 1998. No começo, eu ficava rouca às sextas-feiras. Depois, comecei a perder a voz às quintas-feiras. Chegou uma época em que eu já não conseguia mais falar às quartas-feiras. Não tinha mais pique e minha voz ficava completamente cansada. Fiquei completamente afônica e resolvi procurar um médico", contou a professora.

Após uma série de exames, o médico constatou que havia uma fenda nas cordas vocais da professora, uma espécie de arranhão. E prescreveu fonoaudiologia durante quatro meses para que ela pudesse se recuperar. "Fiquei afastada durante uma semana. Depois continuei fazendo fono e dando aulas, seguindo as orientações que recebi. De fato, acho que falta informação para os professores, mas também é muito complicado conseguir assistência", disse Marciley.

Segundo dados do Conselho Federal de Fonoaudiologia (CFFa), confirmados pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), os distúrbios da voz são uma das principais causas de afastamento e pedidos de licenças-médicas dos professores.

De acordo com a professora Juçara Dutra Vieira, presidente do CNTE, um levantamento feito pela entidade com cerca de cinco mil professores de dez estados brasileiros apontou que 22% dos professores já tiveram ou estão em licença-médica para tratar problemas de saúde, entre eles os distúrbios da voz , varizes, problemas de coluna e estresse.

"Os problemas da voz afetam demais os professores. Cada licença-médica significa cerca de três meses fora da sala de aula. Isso causa um desfalque no sistema e é um problema difícil de controlar. Os professores falam muito, cada vez mais alto, forçando cada vez mais a voz. E há pouca assistência na rede pública de saúde nesse sentido", disse a professora Juçara.

De fato, segundo o conselho federal, o atendimento de fonoaudiólogos na rede pública é limitado. "Hoje o atendimento hospitalar é mais direcionado para atender pacientes com seqüelas de algumas doenças, como derrames, por exemplo. A nossa proposta é criar núcleos de atenção à saúde para atender casos de baixa, média e alta complexidade. Trabalhar com a prevenção e não apenas com a recuperação", afirmou Maria do Carmo Coimbra de Almeida, presidente do conselho.

Fonte: g1.globo.com

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Crianças têm mais dificuldade com números do que com letras

Para as crianças, dificuldade com números, chamada de discalculia, é maior do que com letras. Fique atento:
 
É isso o que revela uma pesquisa do Instituto de Neurociência Cognitiva do University College London. A discalculia, como é chamada essa dificuldade, foi diagnosticada entre 3% e 6% das 1,5 mil crianças estudadas, número superior das que sofrem de dislexia (2,5% a 4,3%). Segundo Anita Taub, psicóloga formada pela PUC-SP e pós-graduada em Neurociências pela Unifesp, existem dois tipos de discalculia.


Uma é a que se origina em decorrência de outros fatores como défict de atenção, dislexia ou algum tipo de deficiência mental. A segunda, chamada de discalculia pura, revela a dificuldade em ler números com muitos dígitos, incapacidadede soma simples e de reconhecer os sinais.
 
Para identificar o problema, os pais devem observar se a criança possui dificuldade somente em matemática, apresenta sinais de ansiedase ou não quer ir à escola. “É importante que eles não tachem o filho de preguiçoso logo de cara. Isso pode gerar um trauma”, aconselha Anita. “A discalculia não impede que a criança estude em escola normal. Apenas é necessário uma orientação à instituição de ensino, para que o professor use métodos diferenciados”, finaliza a psicóloga.

Fonte: Revista VivaSaúde

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Como estimular a fala da criança

Quando meu filho vai começar a falar? Qualquer pai e mãe se faz essa pergunta e espera ansiosamente pela primeira palavra do bebê. Em média, as crianças começam a balbuciar com 1 ano. Os primeiros sons estão mais para sílabas do que palavras, como “mã” e “pa”. Mas não importa como aconteça, esse momento trará uma emoção enorme.
 
 
Para que a criança continue desenvolvendo suas habilidades com a fala, é preciso estimulá-la. O jeito mais natural de fazer isso é conversar com os bebês. No entanto, uma pesquisa realizada na Universidade de Chicago (EUA) provou que ações não-verbais podem ser tão importantes quanto o bate-papo para melhorar esse aprendizado.Por exemplo, o ato de apontar para um livro enquanto se diz “a mamãe vai pegar um livro” facilita a memorização dessa palavra.

O estudo avaliou 50 bebês entre 14 e 18 meses e gravou vídeos enquanto eles interagiam com os pais. Uma das descobertas foi que o uso da fala associada a um contexto específico (falar “livro” quando se está perto de uma estante) variou muito de um pai para o outro. Os filhos daqueles que falavam mais palavras relacionadas ao contexto ou aos objetos em questão apresentaram um vocabulário mais amplo três anos mais tarde. Segundo os pesquisadores, com pequenos ajustes nas conversas os pais podem dar um estímulo mais eficiente à fala das crianças.
 
De acordo com a fonoaudióloga Ana Maria Hernandez, coordenadora da equipe de fonoaudiologia do Hospital Santa Catarina (SP), falar dentro de um contexto e fazer gestos (como apontar para o objeto) podem favorecer o aprendizado, pois é uma maneira de o adulto apresentar o mundo para a criança. No entanto, a fala também depende de vários outros fatores para se desenvolver. “Ela é uma expressão da linguagem e, como tal, resulta da integração entre diversos sistemas. A criança precisa estar com o sistema neurológico preservado, a parte motora e psicológica também”. Ou seja, até o carinho que você dá para o seu filho pode fazer diferença no desenvolvimento da fala.
 
A seguir, listamos algumas dicas que você pode adaptar sem muito trabalho ao seu cotidiano:
Narre o mundo
O conceito pode parecer estranho, mas na prática é muito simples. Converse com o seu bebê sobre aquilo que o rodeia. Na hora de trocar a fralda, por exemplo, vá nomeando suas ações: “vou limpar seu bumbum, vamos colocar uma fralda limpinha, você vai ficar cheiroso”. Durante um passeio no parque, apresente as árvores, a grama, os passarinhos. Apontar, como explicado na pesquisa, também é um ótimo recurso porque dá forma às palavras. A criança associa o som ao objeto e fica muito mais fácil decorar o nome dele.

Atenção ao tom de voz
Quando falamos, colocamos sempre uma entonação em nossa voz, que pode significar dor, alegria, tristeza... Não tenha medo de se expressar na frente do seu filho, porque isso vai o ajudar a decodificar as emoções.

Dê atenção e espaço para o bebê
Passar um tempo se dedicando integralmente à criança é importante para criar um ambiente emocional saudável e também para perceber o que ela tem a dizer, mesmo que não o faça com palavras. Dê espaço para a criança demonstrar seus sentimentos e suas vontades. Ou seja, você não precisa ficar falando sem parar na frente do seu filho achando que assim ele vai começar a falar mais cedo. Dar espaço para o silêncio também é importante – ele também é uma forma de comunicação.

Cante. Sem medo de desafinar
Além de conversar, cantar pra criança é essencial. A sonorização, a rima e o ato de cantar transformam a fala em brincadeira, e isso comprovadamente ajuda o desenvolvimento da linguagem, do vocabulário e facilita o período de alfabetização. Outro ponto forte das músicas são os refrões porque a repetição prende a atenção das crianças. Permita que seu filho conviva com diferentes sons e melodias. “Muita gente entra naquela discussão de direitos humanos, que ‘atirei o pau no gato’ passa uma mensagem de violência, mas nos primeiros anos para a criança o que importa é a sonoridade”, diz a pedagoga Eliana Santos, diretora pedagógica do Colégio Global (SP).

Leia histórias e poesias
As histórias, além do estímulo que representam à imaginação, aumentam o vocabulário e a curiosidade sobre a linguagem. Os poemas, assim como as músicas, têm ritmo e sonoridade bem acentuados. Comece com os textos de rimas diretas e, aos poucos, vá sofisticando. Vale lembrar que a leitura não pode ser mecânica. Coloque emoção e pontue cada frase.

Explore sinônimos
Quando seu filho perguntar “qual é o nome disso?”, não se contente em dar uma só resposta. Claro que nem todos os sinônimos ela vai memorizar imediatamente, mas no dia a dia procure variar o jeito como você define as coisas. Eliana dá um exemplo divertido que usava em sua própria casa: “Eu falava para lavar as nádegas em vez de bumbum. Aos poucos, a criança vai enriquecendo seu vocabulário.”

Permita a convivência
Conviver com outras crianças é importante. “Quando uma criança convive com a outra, ela observa muito e repete. Essa troca enriquece sua experiência”, afirma Eliana.

Criança aprende brincando
É isso mesmo. Nada de transformar o aprendizado da criança em algo mecânico. Se a criança está se divertindo e fazendo determinada atividade com prazer, ela aprende muito mais rápido. A dica aqui é: entre pela porta que ela abre para você. Ou seja, se ela se mostrou interessada por um livro específico, em vez de forçar a leitura de outro, ajude-a a explorá-lo. Se ela está tímida, não a obrigue a ficar no colo de todos os parentes da festa. E nada de desespero: se você prestar um pouquinho de atenção, vai identificar a vontade do seu filho em determinado momento.
 
Fonte: Revista Crescer

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

VOCÊ PRECISA SABER SOBRE AUTISMO

10 coisas que você precisa saber sobre o autismo :

1 ) Quanto mais cedo o diagnóstico , melhor . Até mesmo os bebê s podem receber tratamento através de brincadeiras...
2)É preciso“ ensinar a criança autista a aprender”.Ela aprende com a repetição

3)Crianças autistas tendem a não focar o olhar, ou seja, não fazem contato com o olhar. Estimule-a a seguir objetos e pessoas,assim ,seu aprendizado será mais acelerado.

4) Agressões podem ser formas de se comunicar e podem significar vontade de ir ao banheiro ou fome.

5)É preciso prestar atenção no que o autista quer dizer com os gestos.Isso tornará o tratamento mais eficaz.

6)Quando a criança não tem linguagem oral(não fala), é preciso criar uma forma de comunicação ; isto poderá ser feito através de figuras, gestos...

7)A criança com autismo, também reage no seu meio ambiente, não somente diante de situações novas ou outros ambientes,ela pode ficar agitada ou ter reações diferentes em sua própria casa. Tente observar o que mudou, pode ser até mudança no cheiro do ambiente(ex. troca do desinfetante do banheiro, troca do aromatizante ou do seu perfume) , pode reagir diante de alguma cor(ex. não gostar da cor da sua roupa) etc...

8)Irmãos de crianças diagnosticadas com autismo, tem até 10% de chance de também serem autistas, pois há a probabilidade de ter mais de um filho com o espectro;os pais precisam ser informados para que possam saber dos riscos....

9)Para assegurar a integridade física de seus filhos, os pais não devem hesitar em intervir

10)Busque profissionais especializados

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Leitura para turbinar a memória

   Ler está longe de ser a melhor opção para emagrecer. Em uma hora, o organismo consome apenas 126 calorias. Os especialistas, no entanto, garantem que, quando o assunto é manter o cérebro, digamos, “sarado”, a leitura é imbatível. “Nenhuma outra atividade mobiliza tantas variações da memória quanto a leitura de livros, jornais e revistas. Mas não basta simplesmente ler. É preciso refletir sobre o que está sendo lido”, enfatiza o neurologista João Roberto Azevedo. Além de apresentar  problemas de memória e dificuldades de aprendizado, um cérebro sedentário também atrofia as células nervosas e torna o indivíduo mais suscetível a doenças.
 
 
   É por essas e outras que o escritor e médico Moacyr Scliar aconselha o hábito da leitura a todos os seus leitores (e pacientes). Para ele, tão benéfico quanto ler um bom livro é exercitar a escrita. “Escrever um diário, ou manter contato com outras pessoas por cartas e e-mails, é um ótimo estímulo para as nossas células cerebrais”, afirma o escritor. Scliar gosta tanto do tema que escreveu uma crônica bem-humorada sobre os efeitos terapêuticos da leitura. Em Ler faz bem à saúde, o escritor diz que, “entre ir à farmácia e comprar alguma substância duvidosa para fortificar o cérebro, ou escolher um bom livro, recomenda a última opção”. E explica o porquê: “É mais eficiente, mais barata, dá mais prazer e, a menos que a pilha de livro na mesa de cabeceira caia em cima do leitor, não tem efeitos colaterais”.

Fonte: Revista VivaSaúde

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

O cérebro guarda para sempre os sons da língua materna...

Mesmo que você não seja mais fluente nela, aponta estudo
 
Sua língua materna deixa para sempre uma marca no seu cérebro. Essa foi a conclusão de uma pesquisa realizada no Canadá e publicada no jornal científico Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), nos Estados Unidos. Pesquisadores analisaram um grupo composto por 49 meninas de 9 a 17 anos da região de Montreal, no Canadá, onde o francês é a língua oficial. O estudo mostrou que aquelas que nasceram na China e foram adotadas por famílias canadenses quando tinham apenas 1 ano de idade ainda eram capazes de reconhecer fonemas do mandarim.
 
 
As meninas foram divididas em três grupos. No primeiro estavam as francófonas, que jamais foram expostas ao idioma chinês. O segundo era de chinesas adotadas por famílias canadenses, que só sabiam falar francês, e o terceiro, de meninas chinesas bilíngues, que dominavam ambas as línguas. As garotas entraram em contato com fonemas típicos do idioma chinês, e, por meio de um exame de ressonância magnética, os pesquisadores puderam examinar quais áreas do cérebro foram ativadas por esses sons. Então notaram que, mesmo que as meninas do segundo grupo, adotadas por famílias canadenses, falassem apenas o francês, seu cérebro ainda era capaz de reconhecer o idioma materno.
 
Para a fonoaudióloga Bianca Queiroga, presidente com Conselho Federal de Fonoaudiologia, em Brasília, esse fenômeno tem a ver com a neuroplasticidade, que determina a facilidade de adaptação do cérebro da criança ao estímulo que ela recebe do ambiente. “Até os 6 anos, período crítico para o desenvolvimento, o cérebro está mais maleável a todos os estímulos. Isso explica por que essas crianças guardaram o sons do mandarim mesmo sem serem expostas ao idioma”. É como se nos primeiros anos de vida o cérebro fosse uma esponja, capaz de absorver tudo o que lhe é apresentado. O resultado é que elas adquirem um vasto repertório do mundo. Nesse caso, o conhecimento pode ser muito valioso para a aprendizagem do chinês e de novas línguas.
 
Bilíngue ou não: eis a questão
Muitas famílias que passam pela experiência de se mudar para outros países temem que os filhos comecem a confundir a língua materna com o novo idioma e, no final das contas, não falem nenhum dos dois direito. Mas, na maioria dos casos, quando a criança tem um desenvolvimento normal, Bianca garante que não há com o que se preocupar: “Os pais não devem ter medo que as crianças façam confusão, porque elas vão aprendendo naturalmente as duas línguas. A aprendizagem bilíngue, aliás, traz uma enorme vantagem: faz com que a criança domine ambos os idiomas como falante nativo”, explica.
 
É exatamente isso o que acontece na casa de Camila Bauhain, 32 anos, empresária. Ela é casada com um francês, mas mora aqui no Brasil com os filhos Vivi, de 4 anos e meio, e Théo, de 2. Na França, Camila só falava em português com as crianças quando eles estavam em casa. Mas hoje que vivem por aqui é o contrário: em família, o idioma oficial é o francês. “Fiquei preocupada no começo, mas perguntei à pediatra e à psicóloga e elas me explicaram que não teria problemas, porque, até os 5 anos, as crianças pensam que os dois idiomas são um só”, conta. Vivi logo vai começar a ser alfabetizada e Camila parece tranquila: “Ainda não sabemos como vai ser, mas trazemos de nossas viagens muitos livrinhos em francês e meu marido vai poder ajudá-la.”
 
É claro que é possível aprender uma segunda, terceira ou até quarta língua em qualquer idade, já que o cérebro sempre terá a capacidade de se adaptar. No entanto, se a aprendizagem não for bilíngue, esses novos idiomas serão falados com menos destreza do que a língua materna. Prova disso são as pessoas que vivem em outros países há anos e não são capazes de falar como os nativos, apesar de serem fluentes. Sempre tem um sotaque, uma expressão, uma construção de frase que acaba denunciando que aquele não é o primeiro idioma aprendido.
 
Por esse motivo, muitos pais que querem estimular a aprendizagem de um segundo idioma fazem questão de que os filhos estudem em colégios bilíngues. Porém, Bianca faz um alerta: “Ser bilíngue não é o único aspecto que deve determinar a escolha da escola. É preciso considerar a proposta pedagógica e a abordagem da escola, para garantir que a criança aprenda esse novo idioma de forma natural.”
 
Além disso, é preciso levar em conta que muitas dessas escolas bilíngues não dão tanta ênfase ao aprendizado da culltura brasileira: priorizam a história, os costumes e as tradições dos países falantes do idioma a ser aprendido. Cabe a cada família pôr tudo isso na balança e decidir o que deve ser priorizado na educação da criança. Se há algum vínculo familiar com a cultura que será ensinada, pode ser uma experiência interessante para resgatar suas origens. Mas se não há conexão nenhuma, por que aprender mais sobre um país alheio do que do sobre o país em que você nasceu e vive?
 
E os cursinhos de idiomas?
Para Bianca, os cursos extracurriculares podem começar a partir da Educação Infantil, por causa da facilidade para a aprendizagem que a neuroplasticidade propicia. No entanto, ela alerta: "Os pais não devem forçar a criança, devem apenas incentivar, ficando atentos para a reação dela em relação às atividades propostas no ensino do novo idioma. Diante de reações negativas como recusa de ir as aulas ou perda do interesse, a atividade deve ser repensada".
 
Além de ter certeza que a atividade não é apenas instrutiva, como também prazerosa para a criança, também é preciso ficar atento à sobrecarga curricular. Lembre-se de que, além da obrigação de ir à escola regular, é preciso deixar tempo livre para o descanso e para o lazer.

Fonte: Revista Crescer