Mostrando postagens com marcador dislexia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador dislexia. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Como lidar com a dislexia na escola

Retirado do site http://cmoreira2.jusbrasil.com.br

A dislexia é uma dificuldade específica de aprendizado da Linguagem: em Leitura, Soletração, Escrita, em Linguagem Expressiva ou Receptiva, em Razão e Cálculo Matemáticos, como na Linguagem Corporal e Social. Não tem como causa falta de interesse, de motivação, de esforço ou de vontade, como nada tem a ver com acuidade visual ou auditiva como causa primária.


Resultado de imagem para dislexia na escola

Dificuldades no aprendizado da leitura, em diferentes graus, é característica evidenciada em cerca de 80% dos disléxicos. Dislexia, antes de qualquer definição, é um jeito de ser e de aprender; reflete a expressão individual de uma mente, muitas vezes arguta e até genial, mas que aprende de maneira diferente, e realmente não está contemplada nos casos específicos que demandam o AEE (Atendimento Educacional Especializado).

A criança disléxica deve frequentar a escola regular. É importante que a equipe escolar conheça os aspectos característicos da dislexia, o funcionamento leitor do disléxico e esteja pronta e disponível para atender estas necessidades especiais.

Em virtude da ênfase que é dada a determinados distúrbios na sociedade, muitos profissionais pecam ao diagnosticar precocemente as pessoas. Nesse caso em especial, muitas vezes professores por falta de conhecimento passaram a rotular maus leitores como disléxicos e vice-versa.

A dislexia é uma síndrome de origem neurológica. Pode ser genética (desenvolvida) ou adquirida (depois de acidente vascular cerebral, a AVC). O disléxico é potencialmente um mau leitor, embora consiga ler. O disléxico lê, mas lê mal, sua leitura é lenta e sofrível. Só um neurologista, a rigor, tem a competência técnica, em equipe multidisciplinar, juntamente com psicólogos e pediatras, afirmar se uma criança é ou não disléxica.

A dislexia é, pois, uma síndrome para atendimento médico, embora não se trate de uma doença. Para os educadores, o que inclui pedagogos, psicopedagogos, fonoaudiólogos e profissionais de ensino, dislexia é uma dificuldade de aprendizagem de leitura ou mais precisamente o que entendemos por dislexia é uma dificuldade de aprendizagem de leitura (DAL).

O processo de aprendizagem de leitura do disléxico é extremamente lento. Quando o indivíduo começar a ler, irá construir ao longo do tempo um estoque de palavras que serão adequadamente armazenadas em seu cérebro. No caso do disléxico, como apresenta dificuldade em nomear letras, sílabas e palavras, e relaciona poucas letras de uma palavra a seus sons, o resultado do armazenamento é desastroso e incompleto. Diante deste quadro, o leitor disléxico necessita muito mais tempo e contato com uma palavra impressa, a fim de que a representação da mesma seja clara e fiel ao que está escrito. Esses leitores dependerão muito do contexto, para chegar ao significado e apreensão da palavra. Material de leitura que lhe traga interesse e significado será mais atrativo a esse leitor ao invés de ser repelido ou ter quem desempenhe a tarefa por ele, criando um abismo entre a sua dificuldade real e a sua possibilidade de aprendizado num tempo diferente.

Na atuação pedagógica, o professor deverá orientar e instruir o aluno, dando dicas simples e específicas de como executar determinado exercício, certificar-se que ele entendeu as instruções dadas (se forem escritas, verificar se o aluno consegue ler e compreender o enunciado, caso seja negativo o professor deverá ler para ele). Não permitir que os colegas o humilhem ou rejeitem por conta de suas dificuldades, evitar pedir ao aluno que leia em voz alta, valorizar suas conquistas, apoiando e favorecendo sempre que possível estratégias lúdicas que auxiliem sua aprendizagem, além de utilizar recursos audiovisuais (computador, jogos, gravador, principalmente imagens), pois tudo isso faz parte de estratégias pedagógicas para alunos com dificuldade de aprendizagem, independente de deficiência, e não necessita de legislação para determinar a prática, apenas de atitudes inclusivas da escola.

A legislação existente a nível educacional não é específica para a dislexia ou dificuldades de aprendizagem, referindo-se apenas à inclusão escolar como um direito de qualquer cidadão, portanto é necessário que a escola promova flexibilizações e adaptações curriculares, que considerem o significado prático e instrumental dos conteúdos básicos, metodologias de ensino e recursos didáticos diferenciados e processos de avaliação adequados ao desenvolvimento dos alunos que apresentam necessidades educacionais especiais, em consonância com o projeto pedagógico da escola.

Considerando que não há legislação específica sobre o assunto, tampouco norma legal que obrigue a escola a contratar um leitor para estes alunos, e considerando que os motivos já expostos não indicam essa como a melhor saída para o pleno desenvolvimento do aluno, sugerimos que o aluno seja incluído em atendimento psicológico da rede pública de saúde, cuja solicitação pode ser feita pelo Conselho Tutelar, e que a escola seja solicitada a apresentar um plano de trabalho que contemple as necessidades específicas do aluno, garantindo sua inclusão e respeitando seu tempo de aprendizagem.

Fonte:
http://cmoreira2.jusbrasil.com.br







quinta-feira, 28 de maio de 2015

Fonoaudiologia e os distúrbios de aprendizagem

Retirado do site www.rcfonoaudiologia.worpress.com  

A aprendizagem é um processo evolutivo e constante, que vai além da aprendizagem escolar. Diante deste processo precisamos considerar o sujeito que aprende,  o sujeito que ensina e o ambiente desta aprendizagem e tentar encontrar a possível causa que leva um indivíduo a não aprender.
 Resultado de imagem para distúrbio de aprendizagem
Os distúrbios da aprendizagem:
Dislexia
            A dificuldade está relacionada á problemas de memorização de letras ou grupo de letras, falta de ordem ou ritmo na sua colocação, má estruturação de frases, etc. Os disléxicos apresentam boa linguagem oral e são ótimos em cálculos aritméticos, mas necessitam que alguém leia os exercícios propostos para não errarem devido a falhas na interpretação do texto.
            Existem dificuldades de leitura e escrita com os mesmos sintomas, mas cujas causas podem estar em falhas metodológicas ou déficits     sensoriais que podem ser superadas quando recebe ajuda de profissionais qualificados.
            A dislexia é um distúrbio permanente. O disléxico em terapia pode encontrar estratégias para lidar melhor com sua dificuldade, mas sempre irá conviver com ela.
  
Disgrafia
            É uma deficiência na qualidade do traçado gráfico sendo que, essa deficiência pode não ter como causa um déficit intelectual e/ou neurológico. O indivíduo pode ter inteligência média ou acima da média, que por vários motivos apresenta uma escrita ilegível ou demasiadamente lenta, o que lhe impede um desenvolvimento normal da escolaridade.
            A disgrafia pode estar relacionada a dificuldades para escrever corretamente. Nestes casos a “letra feia” é conseqüência das dificuldades para recordar a grafia correta.
            As causas podem estar relacionadas à dificuldades na motricidade fina, desorganização espacial e temporal e transtornos de ritmo.
           
Discalculia
            É a impossibilidade de compreender e processar os símbolos aritméticos, de fazer cálculos ou de ler e escrever números. Em muitos casos existe falta de reconhecimento visual dos números ou confusão entre eles, dissociando-se a quantidade representada do numeral que lhe corresponde.
            São várias as causas relacionadas às dificuldades em aprender a matemática:
. ausência de fundamentos matemáticos e a falta de aptidão: compreendem especificamente as pré-aquisições ligadas à manipulação de objetos e à movimentação corporal e espacial;
.problemas emocionais: envolve a atitudes dos pais, e envolvimento familiar;
. problemas de linguagem: indivíduos podem fracassar em problemas matemáticos porque não conseguem interpretar o texto lido.
            Há uma diferença marcante de indivíduos que fracassam na matemática devido á problemas de linguagem daqueles que têm distúrbio no pensamento quantitativo.
            As dificuldades de linguagem quantitativa se relacionam a questões corporais, ou seja, são deficiências na organização visual-espacial; distúrbio de imagem e esquema corporal; desorientação entre direita e esquerda, concepção limitada de distância e do tempo.
            Portanto devem ser avaliados e tratados por um profissional.
Disortografia
            É a incapacidade de associar corretamente cada grafia ou letra ao fonema correspondente. Diz respeito a qual letra utiliza, ocorrendo assim, muitas trocas. Estas trocas se subdividem em três grupos:
.trocas de natureza auditiva: são trocas de sons auditivamente semelhantes como p/b;  t/d;  f/v;  ch/j;  c/g;  s/z.
. trocas de natureza visual: há um único fonema com várias representações gráficas como s,c,ç,ss;  j,g;  s,z,x. Essas trocas visuais dependem do contato que a criança tem com a escrita, ou seja, da memória visual. Considera-se a troca visual à partir da 3º série.
. trocas de natureza espacial: diz respeito a rotação espacial, ou seja, dos aspectos cognitivos. As letras cujo traçado pode ser confundido espacialmente são p/b;  p/q;  b/q;  m/n.
Transtorno do Déficit de Atenção/ Hiperatividade (TDA/H)
            É a dificuldade em controlar emoções em dirigir a atividade psíquica para um determinado fim, o agir impulsivo, as alterações do sono, a agitação constante, o comportamento por vezes agressivo e a baixa tolerância à frustração.
            O TDA/H raramente é motivo de consulta antes da idade escolar. Normalmente, a família procura ajuda médica quando em situação de aprendizagem formal, a criança apresenta uma atividade motora excessiva, falta de atenção e performance escolar deficitária.
            Pessoas com TDA/H têm dificuldade de fazer uma coisa de cada vez. Além dos medicamentos que ajudam a corrigir o desequilíbrio químico dos neurotransmissores responsáveis pela atenção, controle de impulsos e humor, há a necessidade de acompanhamento terapêutico a fim de ajudar a criança a se entender melhor, organizar-se, ampliando assim suas possibilidades de sucesso.
Fonte: rcfonoaudiologia.worpress.com

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Sinais e Características de Dislexia

O ideal seria que toda criança fosse testada para detectar se ela sofre de dislexia. Porém, o sistema educacional brasileiro é deficiente e há uma falta de recursos na maioria das escolas do País. Portanto, é importante que pais e professores fiquem atentos aos sinais de dislexia para que possam ajudar seus filhos e alunos.


O primeiro sinal de possível dislexia pode ser detectado quando a criança, apesar de estudar numa boa escola, tem grande dificuldade em assimilar o que é ensinado pelo professor. Crianças cujo desenvolvimento educacional é retardatário podem ser bastante inteligentes, mas sofrer de dislexia. O melhor procedimento a ser adotado é permitir que profissionais qualificados examinem a criança para fazer o diagnostic correto.

A dislexia não é o único distúrbio que inibe o aprendizado, mas é o mais comum.

Crianças disléxicas tendem a confundir letras com grande freqüência. Entretanto, esse indicativo não é totalmente confiável, pois muitas crianças, inclusive não-disléxicas, freqüentemente confundem as letras do alfabeto e as escrevem de lado ao contrário.

No Jardim de Infância, crianças disléxicas demonstram dificuldade ao tentar rimar palavras e reconhecer letras e fonemas.

Na primeira série, elas não conseguem ler palavras curtas e simples, têm dificuldade em identificar fonemas e reclamam que ler é muito difícil.

Da segunda à quinta série, crianças disléxicas têm dificuldade em soletrar, ler em voz alta e memorizar palavras; elas também freqüentemente confundem palavras.

Esses são apenas alguns dos muitos sinais que identificam que uma criança sofre de dislexia.

A dislexia é tão comum em meninos quanto em meninas.

O que pode ser feito?

Nunca é tarde demais para ensinar disléxicos a ler e a processar informações com mais eficiência. Entretanto, diferente da fala – que qualquer criança acaba adquirindo – a leitura precisa ser ensinada. Utilizando métodos adequados de tratamento e com muita atenção e carinho, a dislexia pode ser derrotada. Crianças disléxicas que receberam tratamento desde cedo apresentam uma menor dificuldade ao aprender a ler e se assemelham àquelas que nunca tiveram qualquer dificuldade de aprendizado. Isso evita com que a criança se atrase na escola ou passe a desgostar de estudar.

É importante enfatizar que a dislexia não é curada sem um tratamento apropriado. Não se trata de um problema que é superado com o tempo; a dislexia não pode passar despercebida.

Pais e professores devem se esforçar para identificar a possibilidade de seus filhos ou alunos sofrerem de dislexia. Foram desenvolvidos diversos programas para curar a dislexia. Não há um só tratamento que seja adequado a todas as pessoas. Contudo, a maioria dos tratamentos enfatiza a assimilação de fonemas, o desenvolvimento do vocabulário, a melhoria da compreensão e fluência na leitura. Esses tratamentos ajudam o disléxico a reconhecer sons, sílabas, palavras e, por fim, frases.

É aconselhável que a criança disléxica leia em voz alta com um adulto para que ele possa corrigi-la.

É importante saber que ajudar disléxicos a melhorar sua leitura é muito trabalhoso e exige muita atenção e repetição. Mas um bom tratamento certamente rende bons resultados.

Toda criança necessita de apoio e paciência. Muitas crianças disléxicas sofrem de falta de autoconfiança, pois se sentem menos inteligentes que seus amigos. Porém, um bom tratamento pode curar a dislexia.

Apesar das salas de aula estarem lotadas e apesar da falta de recursos para pesquisas, a dislexia precisa ser combatida. Muitos casos de dislexia passam desapercebidos em nossas escolas. Muitas vezes, crianças inteligentíssimas, mas que sofrem de dislexia, aparentam ser péssimos alunos; muitas dessas crianças se envergonham de suas dificuldades acadêmicas, abandonam a escola e se isolam de amigos e familiares. Muitos pais, por falta de conhecimento, se envergonham de ter um filho disléxico e evitam tratar do problema. Isso é lamentável, pois crianças disléxicas que recebem um tratamento apropriado podem não apenas superar essa dificuldade, mas até utilizá-la como benefício para se sobressair pessoal e profissionalmente.
 
Na dúvida procure um fonoaudiólogo.
 
Fonte:Clínica Infatil Reibscheid

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Dislexia

O que é?
Dislexia é uma alteração nos neurotransmissores cerebrais que impede uma criança de ler e compreender com a mesma facilidade com que o fazem as crianças da mesma faixa etária, independente de qualquer causa intelectual, cultural ou emocional, atingindo de quatro a cinco meninos para cada menina.
 
 

Quando ela aparece?
Todo o desenvolvimento da criança é normal, até entrar na escola. É um problema de base cognitiva que afeta as habilidades lingüísticas associadas à leitura e à escrita. As grandes dificuldades aparecem por volta dos 8 ou 9 anos de idade, quando a criança começa enfrentar temas acadêmicos mais complexos desencadeando as notas baixas e fraco desempenho escolar.
 
Características:
  • leitura lenta, sem ritmo e sem domínio da compreensão/interpretação;
  • confunde algumas letras;
  • sérios erros ortográficos;
  • dificuldades de memória;
  • dificuldades com dicionários e mapas;
  • dificuldades de copiar (quadro ou livros);
  • dificuldades de entender o tempo: passado presente e futuro;
  • tendência a uma escrita descuidada, desordenada e às vezes incompreensível;
  • não utiliza sinais de pontuação/acentuação;
  • inversões, omissões e substituições de letras, palavras, sílabas na leitura e na escrita.


Como agir ?
Diga que suas dificuldades não são sua culpa. Explique que suas dificuldades tem um nome e que você vai ajudá-lo à superá-las.
 
Encoraje-o e encontre coisas em que ele é bom ,estimulando-o nessas coisas.
 
Elogie-o por seus esforços, lembre-se como ele tem de esforçar-se muito para ter algum sucesso na leitura e na escrita.
 
Ajude-o nos seus trabalhos escolares, ou, em algumas lições em especial, com paciência (mas não escreva para ele, ou resolva suas tarefas de matemática).
 
Ajude-o a ser organizado (isso provavelmente ajudará outras crianças na família).
 
Encoraje-o a ter hobbies e atividades fora da escola, como esportes, por exemplo.
 
Observe se ele está recebendo ajuda na escola, porque isso faz muita diferença na habilidade dele de enfrentar suas dificuldades, de prosperar e de crescer normalmente.
 
Assista-o no que for necessário, de todas as formas possíveis e impossíveis também! Você consegue e ele, precisa!
 
Não permita que os problemas escolares impliquem em mal comportamento ou falta de limites. Uma coisa nada tem a ver com a outra!
 
Procure ajuda de um profissional o quanto antes você perceber estas dificuldades, ele poderá orientar e trabalhar as dificuldades apresentadas pela criança.

Fonte: Calafange, 2002;  www.fonoterapia.com.br
As imagens usadas neste post são de autoria desconhecida, encontradas em sites de busca. Caso você seja o autor, entre em contato para a colocação dos créditos ou remoção.