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segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Sinais e Características de Dislexia

O ideal seria que toda criança fosse testada para detectar se ela sofre de dislexia. Porém, o sistema educacional brasileiro é deficiente e há uma falta de recursos na maioria das escolas do País. Portanto, é importante que pais e professores fiquem atentos aos sinais de dislexia para que possam ajudar seus filhos e alunos.


O primeiro sinal de possível dislexia pode ser detectado quando a criança, apesar de estudar numa boa escola, tem grande dificuldade em assimilar o que é ensinado pelo professor. Crianças cujo desenvolvimento educacional é retardatário podem ser bastante inteligentes, mas sofrer de dislexia. O melhor procedimento a ser adotado é permitir que profissionais qualificados examinem a criança para fazer o diagnostic correto.

A dislexia não é o único distúrbio que inibe o aprendizado, mas é o mais comum.

Crianças disléxicas tendem a confundir letras com grande freqüência. Entretanto, esse indicativo não é totalmente confiável, pois muitas crianças, inclusive não-disléxicas, freqüentemente confundem as letras do alfabeto e as escrevem de lado ao contrário.

No Jardim de Infância, crianças disléxicas demonstram dificuldade ao tentar rimar palavras e reconhecer letras e fonemas.

Na primeira série, elas não conseguem ler palavras curtas e simples, têm dificuldade em identificar fonemas e reclamam que ler é muito difícil.

Da segunda à quinta série, crianças disléxicas têm dificuldade em soletrar, ler em voz alta e memorizar palavras; elas também freqüentemente confundem palavras.

Esses são apenas alguns dos muitos sinais que identificam que uma criança sofre de dislexia.

A dislexia é tão comum em meninos quanto em meninas.

O que pode ser feito?

Nunca é tarde demais para ensinar disléxicos a ler e a processar informações com mais eficiência. Entretanto, diferente da fala – que qualquer criança acaba adquirindo – a leitura precisa ser ensinada. Utilizando métodos adequados de tratamento e com muita atenção e carinho, a dislexia pode ser derrotada. Crianças disléxicas que receberam tratamento desde cedo apresentam uma menor dificuldade ao aprender a ler e se assemelham àquelas que nunca tiveram qualquer dificuldade de aprendizado. Isso evita com que a criança se atrase na escola ou passe a desgostar de estudar.

É importante enfatizar que a dislexia não é curada sem um tratamento apropriado. Não se trata de um problema que é superado com o tempo; a dislexia não pode passar despercebida.

Pais e professores devem se esforçar para identificar a possibilidade de seus filhos ou alunos sofrerem de dislexia. Foram desenvolvidos diversos programas para curar a dislexia. Não há um só tratamento que seja adequado a todas as pessoas. Contudo, a maioria dos tratamentos enfatiza a assimilação de fonemas, o desenvolvimento do vocabulário, a melhoria da compreensão e fluência na leitura. Esses tratamentos ajudam o disléxico a reconhecer sons, sílabas, palavras e, por fim, frases.

É aconselhável que a criança disléxica leia em voz alta com um adulto para que ele possa corrigi-la.

É importante saber que ajudar disléxicos a melhorar sua leitura é muito trabalhoso e exige muita atenção e repetição. Mas um bom tratamento certamente rende bons resultados.

Toda criança necessita de apoio e paciência. Muitas crianças disléxicas sofrem de falta de autoconfiança, pois se sentem menos inteligentes que seus amigos. Porém, um bom tratamento pode curar a dislexia.

Apesar das salas de aula estarem lotadas e apesar da falta de recursos para pesquisas, a dislexia precisa ser combatida. Muitos casos de dislexia passam desapercebidos em nossas escolas. Muitas vezes, crianças inteligentíssimas, mas que sofrem de dislexia, aparentam ser péssimos alunos; muitas dessas crianças se envergonham de suas dificuldades acadêmicas, abandonam a escola e se isolam de amigos e familiares. Muitos pais, por falta de conhecimento, se envergonham de ter um filho disléxico e evitam tratar do problema. Isso é lamentável, pois crianças disléxicas que recebem um tratamento apropriado podem não apenas superar essa dificuldade, mas até utilizá-la como benefício para se sobressair pessoal e profissionalmente.
 
Na dúvida procure um fonoaudiólogo.
 
Fonte:Clínica Infatil Reibscheid

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Transtornos do Aprendizado

    Os transtornos do aprendizado da leitura e da escrita são muito comuns, tanto na clínica fonoaudiológica quanto no cotidiano da própria escola

 
   Tais transtornos englobam desde as trocas grafêmicas até as dificuldades da compreensão da leitura.
 
   Causas:
   Segundo Azcoaga e col. (1979), estes distúrbios podem ser causados por fatores tais como:
-Genética
-Lesão cerebral
-Alterações do desenvolvimento
 
      Existem ainda condições externas e internas necessárias para a aprendizagem, tais como:
    Integridade motora para a realização dos movimentos envolvidos na leitura e escrita.
   Integridade sensorioperceptual, pois déficits sensoriais (visuais e auditivos), mesmo leves, podem gerar dificuldades no aprendizado da leitura e da escrita. Além disso, habilidades como memória auditiva e visual, capacidade de realizar figura-fundo, discriminação e análise síntese auditiva e visual estão diretamente relacionadas a esses aprendizados.
   Integridade sócio-emocional - É importante que a criança esteja pronta para a alfabetização.
  
   Alterações gerais de saúde que prejudicam qualquer aprendizado.
 
   Distúrbio de fala que podem ser transpostos para a escrita.
 
   Tratamento:
   O tratamento fonoaudiológico consiste em uma série de ações que objetivam desenvolver o domínio dos códigos oral e gráfico e a adequação de outras funções deficitárias, como por exemplo, extinguir um hábito de sucção do dedo ou chupeta.
 
   Assim, o plano terapêutico variará de caso para caso, dependendo das características, habilidades e dificuldades de cada criança.
 
   Prevenção:
   Estimular a fala, tanto no que se refere à produção adequada da mesma, falando corretamente com a criança desde pequena, quanto no referente à elaboração oral, pedindo que a criança conte o que vivenciou, o que viu. Além disso, é importante conversar com ela, contar-lhe histórias, para que ela tenha mais amostras de fala do adulto.
 
   Oferecer para a criança oportunidades nas quais ela experimente diferentes atividades, preferencialmente corporais, pois o corpo é a porta de entrada de todas as informações.
 
   Criar o hábito de leitura desde cedo, tendo o cuidado de escolher livros correspondentes a idade cronológica da criança.
  

Fontes:
Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia - www.sbfa.org.br
Fonoaudiologia na Escola  Sacaloski,M.; Alavarsi, E.; Guerra, G., Lovise,2000.
As imagens usadas neste post são de autoria desconhecida, encontradas em sites de busca. Caso você seja o autor, entre em contato para a colocação dos créditos ou remoção.
EA

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Dislexia

O que é?
Dislexia é uma alteração nos neurotransmissores cerebrais que impede uma criança de ler e compreender com a mesma facilidade com que o fazem as crianças da mesma faixa etária, independente de qualquer causa intelectual, cultural ou emocional, atingindo de quatro a cinco meninos para cada menina.
 
 

Quando ela aparece?
Todo o desenvolvimento da criança é normal, até entrar na escola. É um problema de base cognitiva que afeta as habilidades lingüísticas associadas à leitura e à escrita. As grandes dificuldades aparecem por volta dos 8 ou 9 anos de idade, quando a criança começa enfrentar temas acadêmicos mais complexos desencadeando as notas baixas e fraco desempenho escolar.
 
Características:
  • leitura lenta, sem ritmo e sem domínio da compreensão/interpretação;
  • confunde algumas letras;
  • sérios erros ortográficos;
  • dificuldades de memória;
  • dificuldades com dicionários e mapas;
  • dificuldades de copiar (quadro ou livros);
  • dificuldades de entender o tempo: passado presente e futuro;
  • tendência a uma escrita descuidada, desordenada e às vezes incompreensível;
  • não utiliza sinais de pontuação/acentuação;
  • inversões, omissões e substituições de letras, palavras, sílabas na leitura e na escrita.


Como agir ?
Diga que suas dificuldades não são sua culpa. Explique que suas dificuldades tem um nome e que você vai ajudá-lo à superá-las.
 
Encoraje-o e encontre coisas em que ele é bom ,estimulando-o nessas coisas.
 
Elogie-o por seus esforços, lembre-se como ele tem de esforçar-se muito para ter algum sucesso na leitura e na escrita.
 
Ajude-o nos seus trabalhos escolares, ou, em algumas lições em especial, com paciência (mas não escreva para ele, ou resolva suas tarefas de matemática).
 
Ajude-o a ser organizado (isso provavelmente ajudará outras crianças na família).
 
Encoraje-o a ter hobbies e atividades fora da escola, como esportes, por exemplo.
 
Observe se ele está recebendo ajuda na escola, porque isso faz muita diferença na habilidade dele de enfrentar suas dificuldades, de prosperar e de crescer normalmente.
 
Assista-o no que for necessário, de todas as formas possíveis e impossíveis também! Você consegue e ele, precisa!
 
Não permita que os problemas escolares impliquem em mal comportamento ou falta de limites. Uma coisa nada tem a ver com a outra!
 
Procure ajuda de um profissional o quanto antes você perceber estas dificuldades, ele poderá orientar e trabalhar as dificuldades apresentadas pela criança.

Fonte: Calafange, 2002;  www.fonoterapia.com.br
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