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segunda-feira, 5 de outubro de 2015

TDAH (Transtorno de déficit de atenção)

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Retirado do site www.universotdah.com.br

Nos portadores de Transtorno de Défict de Atenção / Hiperatividade (TDAH) ou Distúrbio de Défict de Atenção (DDA) os neuro-transmissores, dopamina e noradrenalina (substâncias químicas do cérebro que transmitem informações entre as células nervosas) encontram-se diminuídos, fazendo com que a atividade do córtex pré-frontal seja menor. É uma disfunção neurobiológica.
Essa região é a parte mais evoluída do cérebro e supervisiona as funções executivas: observa, guia, direciona e/ou inibe o comportamento, organiza, planeja, e faz a manutenção da atenção e do autocontrole.

Essa disfunção é crônica, herdada na grande maioria das vezes, daí sua presença desde a infância.

Em menor grau há fatores do meio ambiente que podem estar relacionados ao TDAH (DDA):

A nicotina de cigarros fumados pela mãe gestante bem como bebidas alcoólicas consumidas, podem ser causas significativas de anormalidades no desenvolvimento da região frontal do cérebro da criança em gestação.

Crianças expostas ao chumbo entre 12 e 36 meses de idade pode ser outro fator.

Traumatismos neonatais como hipoxia (privação de oxigênio), traumas obstétricos, rubéola intra-uterino, encefalite, meningite pós-natal, subnutrição e traumatismo craniano são fatores que também podem contribuir para o surgimento do distúrbio.

O TDAH (DDA) é um transtorno real, um obstáculo real, apesar de não haver nenhum sinal exterior de que algo está errado com o Sistema Nervoso Central.

Antigamente era conhecida como “Disfunção Cerebral Mínima”. Mais tarde passou a chamar-se “Síndrome Infantil da Hiperatividade”. Nos anos 70, o conceito foi ampliado com o reconhecimento do déficit na atenção e do controle dos impulsos. Em 1987 o nome passou a ter a atual denominação: “Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade”.

Ao contrário do que se pensava antigamente, o TDAH (DDA) não é superado na adolescência: cerca de 65% das crianças diagnosticadas como portadoras de TDAH continua com os sintomas quando atinge a idade adulta.

Os principais sintomas são: falta de atenção, impulsividade e hiperatividade ou uma “energia nervosa”.

A impulsividade tem um aspecto positivo, podendo nos levar muitas vezes à ação. O problema é quando ela se torna patológica como no caso do TDAH (DDA), onde há uma falta de planejamento em função da busca intensa e constante da gratificação imediata, das novidades, correndo-se maiores riscos.

Provocar confusão, discutir, viver em conflito consigo e/ou com o(s) outro(s) é uma forma inconsciente de estimulação do córtex pré-frontal, que anseia por mais atividade. A pessoa não percebe esse processo, não o faz de propósito, mas pode ficar viciada em confusão.

O indivíduo que tem TDAH (DDA), é inteligente, criativo e intuitivo mas não consegue realizar todo seu potencial em função do transtorno que tem 3 características principais: desatenção, impulsividade e hiperatividade (ou energia nervosa).

Tem dificuldade em assistir uma palestra, ler um livro, sem que sua cabeça “voe” para bem longe perdida num turbilhão de pensamentos. Comete erros por falta de atenção a detalhes, faz várias coisas simultaneamente, ficando com vários projetos, tarefas por terminar e a cabeça remoendo todos os “tenho que”. Quando motivado e/ou desafiado, tem uma hiperconcentração.

É desorganizado tanto internamente (mil pensamentos e idéias ao mesmo tempo), como externamente: mesa, gavetas, papéis, prazos, horários...

A impulsividade domina seu comportamento. Pode falar, comer, comprar, trabalhar, ficar em salas de bate papo da Internet, beber, jogar... compulsivamente. Fala e/ou faz o que lhe vem na cabeça sem pensar se é adequado ou não, podendo causar muitos estragos. Costuma ser impaciente, irritadiço, “pavio curto” e com alterações de humor.

Muda com facilidade de metas, planos... é comum ter mais de um casamento ou relacionamento estável.

O TDAH (DDA) é um transtorno neurobiológico crônico, na sua grande maioria de origem genética.

Apesar do TDAH (DDA) atingir até 6% da população, é até hoje muito desconhecido, inclusive por muitos profissionais da saúde, que tratam apenas das suas conseqüências.

A falta do diagnóstico e tratamento correto geram grandes prejuízos na vida profissional, social, pessoal e afetiva do indivíduo sem que ele saiba o porquê. Sem tratamento, outros distúrbios vão se associando (comorbidades), a auto-estima fica cada vez mais comprometida, e a pessoa vai se isolando do mundo, sentindo-se muitas vezes um “estranho fora do ninho”.

Fonte: universotdah.com.br

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Você escuta, mas não entende? Conheça o Distúrbio de Processamento Auditivo Central

Retirado do site www.nogueirense.com.br  

Atrasado, preguiçoso, distraído, desinteressado, manhoso são alguns adjetivos atribuídos a quem pode ter o DPAC, Distúrbio de Processamento Auditivo Central. Neste distúrbio a pessoa com audição normal detecta os sons, mas não interpreta as informações.
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   Esta dificuldade na infância pode trazer prejuízos tanto social como de aprendizagem porque a criança não entende o que o professor fala, não sendo capaz de escrever, interpretar textos e compreender o enunciado do problema.
   Os sintomas de DPAC, podem variar e ter diferentes formas de manifestação em crianças ou adultos. Confira se você ou alguém que conheça apresenta alguns desses sinais e sintomas:
- É muito distraído ou desatento?
– Muito agitado ou muito quieto?
– Demora em escutar ou entender quando chamada sua atenção?
– Fala muito “Hã?”, “O que?”, ou “Não entendi!”?
– Problema de memória?
– Tem dificuldade para entender o que está sendo falado quando em ambientes ruidosos ou em grupos?
– Há cansaço ou atenção curta para sons em geral?
– Apresenta dificuldade de localizar o som?
-Tem dificuldade em contar um fato ou história?
– Possui dificuldade em seguir uma sequência de tarefas que lhe foi falada?
– Tem dificuldades em entender piadas ou palavras de duplo sentido?
– Dificuldade em compreender o que lê?
– Problemas de produção de fala envolvendo as letras “L” e “R”.
– Inversão de letras e problemas de orientação direita e esquerda?
– Desempenho escolar inferior na leitura, gramática, ortografia e matemática?
– Em geral, aparenta, ás vezes, ouvir bem, ás vezes não.
Se você assinalou mais de uma alternativa, você pode ter um Distúrbio do Processamento Auditivo Central.
O que é Processamento Auditivo Central?É a capacidade de analisar ou interpretar informações que nos chegam através da audição e compreender a mensagem. Esta capacidade depende do bom funcionamento das áreas auditivas do córtex cerebral e dos caminhos que conduzem o som até estas áreas.
O que pode causar o DPACAs principais causas são:
Problemas durante a gestação e o nascimento.
Otites frequentes durante os primeiros anos de vida.
Falta de estimulação auditiva durante a primeira infância.
Hereditariedade.
DiagnósticoÉ necessário fazer uma avaliação completa da audição com  o fonoaudiólogo, incluindo a avaliação do processamento com testes especiais e assim fazer o diagnóstico diferencial de outras alterações como dislexia, transtorno de déficit de atenção.
TratamentoO tratamento consiste em um programa de reabilitação fonoaudiológica através de treino e exercícios específicos para desenvolver as habilidades que estão prejudicadas após a realização do exame.
Este distúrbio ainda é pouco conhecido, mas traz sérias dificuldades de aprendizagem e socialização que podem ser melhoradas com o tratamento adequado. Consulte um fonoaudiólogo para maiores esclarecimentos.

segunda-feira, 9 de março de 2015

Alteração de processamento auditivo: dificuldades no desenvolvimento de linguagem

   Os transtornos do processamento auditivo ocorrem devido a uma alteração ou inabilidade na recepção, análise e processamento da informação auditiva. Podem afetar a compreensão de fala, o desenvolvimento das habilidades lingüísticas, a percepção dos sons de fala e conseqüentemente o aprendizado de maneira eficiente.
 
   Trata-se de uma dificuldade para entender, discriminar, memorizar e compreender a fala, quando a audição periférica e outras funções cognitivas possuem sua funcionalidade preservadas. Em alguns casos podem ocorrer outras alterações associadas.
 
   As alterações do processamento auditivo são conseqüência da dificuldade do sistema auditivo na recepção, análise e processamento da informação sonora. Podem afetar a compreensão de fala, o desenvolvimento das habilidades lingüísticas e a capacidade de percepção dos sons, prejudicando desta forma o aprendizado escolar.
 
   O diagnóstico só é possível por meio da realização de uma bateria de testes audiológicos, no qual serão verificadas algumas habilidades específicas da função auditiva. A bateria inclui a avaliação audiológica, testes específicos e algumas avaliações eletrofisiológicas que poderão auxiliar neste diagnóstico.
 
   Esta alteração pode ocorrer tanto em adultos como crianças.
 
   A avaliação do processamento auditivo requer a competência mínima da habilidade lingüística da criança para aplicação das provas. Além disso, a maturidade do sistema auditivo e neural é importante. Geralmente é possível a avaliação dessas habilidades na fase em que a criança inicia o processo de alfabetização.
 
   As dificuldades de processamento auditivo podem ocorrer devido a diversos fatores. É difícil afirmar o que determina, geralmente não há um único fator associado. Algumas alterações, como transtornos do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), dificuldades no processo de alfabetização, síndromes ou alterações no desenvolvimento podem estar associadas aos problemas de processamento auditivo.
 
   Alterações de processamento caracterizam-se pela dificuldade de compreensão da informação auditiva. Na presença de ruído essa dificuldade é muito maior. Geralmente é a criança com dificuldades para manter a atenção durante explicações verbais, entender a fala em ambientes ruidosos, dificuldades na memorização de frases e nomes, atrasos no desenvolvimento de linguagem, diminuição na motivação para aprendizagem e dificuldades de relacionamento.
 
   A maioria das crianças que possui os sintomas característicos da alteração de processamento apresenta limiares auditivos dentro do padrão de normalidade, ou seja, a sensibilidade auditiva está preservada. É possível a detecção desta alteração por meio da avaliação específica.
 
   A criança com alteração do processamento é aquela que escuta a informação, mas não consegue entendê-la. Na presença de ruído de fundo e quando o interlocutor está distante todas essas dificuldades aumentam. Terapia fonoaudiológica, apoio e trabalho psicopedagógico são importantes.

Fonte:
www.programainfantilphonak.com.br

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Síndrome de Déficit de Atenção (SDA)

   Segundo estudiosos, a Síndrome do Déficit de Atenção (SDA) é decorrente de um conjunto de sinais e sintomas causados por uma imaturidade neurológica, na formação Reticular, localizada no tronco Cerebral.
 


   Quando a criança não atinge a maturidade da Formação Reticular, no momento da velocidade ideal, desenvolve-se um quadro caracterizado por atraso de aquisição de linguagem, associado a distúrbios psicomotores ou de comportamento, que compromete as relações familiares e o aprendizado escolar.
 
   O tratamento pode ser medicamentoso e através de exercícios especiais destinados aos distúrbios que podem ser encontrados. A equipe multidisciplinar, como a fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicomotricidade, ludoterapia, psiquiatria e neuropediatria, trabalha em conjunto.
 
   No ambiente escolar é necessário aplicar técnicas pedagógicas especializadas, em classes adaptadas com menor número de alunos e que realizem estímulos em menores quantidades, devido o grau de dificuldade apresentado pelo portador da SDA.
 
   A hiperatividade é o sintoma que mais chama a atenção de todos, porém é importante destacar que nem todos os portadores da síndrome são hiperativos, o que acontece é que pode acontecer de ser mais distraído ou até mesmo mais agitado.
 
   É importante fazer essa diferenciação para não rotular uma criança que apresente tais comportamentos como portador da SDA. O fonoaudiólogo irá trabalhar, principalmente, as anormalidades motoras e de sensibilidade.

Fontes:Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia - www.sbfa.org.br, Fonoaudiologia na Escola  Sacaloski,M.; Alavarsi, E.; Guerra, G., Lovise,2000.
As imagens usadas neste post são de autoria desconhecida, encontradas em sites de busca. Caso você seja o autor, entre em contato para a colocação dos créditos ou remoção.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

O que é Processamento Auditivo?

  Processamento Auditivo (PA) é o conjunto de processos e mecanismos que ocorrem dentro do sistema auditivo em resposta a um estímulo acústico e que são responsáveis pelos seguintes fenômenos: localização e lateralização do som, discriminação e reconhecimento de padrões auditivos, aspectos temporais da audição, incluindo resolução, mascaramento, integração e ordenação, performance auditiva com sinais acústicos competitivos e com degradação do sinal acústico (ASHA, 1995).

Características dos indivíduos com Transtorno do PA:
  • dificuldade em compreender a fala na presença de ruídos e/ou em grupos;
  • tempo de atenção curto;
  • ansiedade e estresse quando escuta;
  • facilmente distraído;
  • dificuldade em seguir direção;
  • dificuldade para lembrar informações auditivas;
  • pior habilidade de fala, linguagem escrita e/ou leitura;
  • comportamento impulsivo;
  • dificuldade de organização e seqüencialização de estímulos verbais e não-verbais;
  • utilização de pistas visuais para compreender a mensagem falada;
  • tempo de latência aumentado para emissão de respostas;
  • respostas inconsistentes aos estímulos auditivos recebidos.
   Um transtorno no processamento auditivo só pode ser detectado por meio de testes específicos que avaliem a função auditiva central.
 
   A queixa mais característica do transtorno do processamento auditivo, entretanto, é a dificuldade para ouvir em ambientes acústicos desfavoráveis (ruidosos, com vários interlocutores ou com distorção da mensagem falada), na presença de avaliação audiológica básica dentro da normalidade.


(Re)habilitação
   A (re)habilitação do indivíduo com transtorno do PA deve ser planejada, baseando-se nas necessidades individuais de cada paciente dependendo da natureza, das manifestações funcionais e do grau do problema. Envolve a modificação ambiental, para garantir o acesso à informação auditiva, a intervenção direta, que se trata do uso de técnicas que trabalhem as habilidades auditivas deficientes, e o uso de estratégias compensatórias, como uso de pistas visuais, contextuais e linguísticas.

Fonte: SCHOCHAT,E. Processamento Auditivo Central:Revisão da Literatura. Revista Brasileira de Otorrinolaringologia, 5(1): 24-31, 1998
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