Sabe-se que cerca de 17% da população mundial sofre com zumbido. O Zumbido ou Tinnitus pode ser descrito pelo paciente de diversas formas, como por exemplo: barulho de panela de pressão ou de chuveiro, chiado, etc. Essa sensação não vem do meio externo, pois o zumbido é gerado na orelha interna e quando a pessoa está em ambiente silencioso o incômodo é ainda pior. Ao contrário do que muitos acreditam o zumbido não é uma doença e sim, um sintoma que pode interferir de forma negativa na qualidade de vida das pessoas e, dependendo da sua gravidade pode atrapalhar o sono e a concentração, causar depressão e em casos mais extremos pode levar até ao suicídio.
Existem vários tipos de zumbido, estes podem ser permanentes ou temporários, o zumbido chamado “objetivo”, tipo mais comum, é aquele em que somente o paciente percebe. Há também o zumbido “subjetivo” onde o examinador também consegue ouvir o zumbido do paciente, além destes citados, existem outros casos mais crônicos estudados pela medicina.
Ainda se discute muito sobre as causas do zumbido, pois varia de causas auditivas, metabólicas e até mesmo pela exposição a ruído e acomete indivíduos com e sem Perda Auditiva. O zumbido também pode ser a primeira manifestação de uma perda de audição. Muitas vezes é difícil identificar a causa, ainda assim, deve ser investigado pelo médico. No caso de zumbido crônico exames metabólicos e de imagem são necessários para direcionar o tipo de tratamento adequado para cada paciente.
Tratamentos:
Existem várias formas de tratamento para diminuir a percepção do zumbido, o que acontece é que muitas vezes o paciente não sabe que há formas de tratamento e nem quais são estas formas.
Os tratamentos para o zumbido se dividem em: Medicamentoso; Aconselhamento + Terapia Sonora através do uso de geradores de som; uso de geradores externos de som para habituação do zumbido; uso de aparelhos auditivos ou, uso combinado de geradores de som acoplado ao aparelho auditivo.
Hoje, no mercado existem aparelhos geradores de som criados com a finalidade de amenizar o sintoma do zumbido. Há muitas vantagens em realizar a terapia sonora: é um método não-invasivo, não tem efeitos colaterais e proporciona alívio imediato do zumbido, além disso reduz a ansiedade e frustação do paciente.
Estudos recentes comprovam que pacientes que realizam o tratamento do zumbido através do uso de aparelhos auditivos e/ou geradores de som somados ao aconselhamento tem maior resultado, pois o uso da amplificação aumenta a atividade neuronal do cérebro reduzindo a atenção ao zumbido.
Perda Auditiva:
Pesquisas revelam que mais de 50% dos indivíduos tem zumbido associado a perda auditiva, neste caso o tratamento mais indicado inicialmente é o uso de aparelhos auditivos, pois o mesmo tem um resultado muito eficaz segundo os pacientes.
Por isso, se você tem zumbido e/ou perda auditiva procure seu médico Otorrinolaringologista, pois este tipo de paciente deve ser cuidadosamente investigado para evitar os sintomas relatados anteriormente, tais como: ansiedade, depressão, isolamento social, dentre outros, pois com o diagnóstico médico você poderá ser direcionado para o melhor tratamento.
Fonte: http://www.espacofono.com.br
Olá, sou a Fonoaudióloga Tatiani Franco, seja bem vindo ao Fonoaudiologia e Você!
segunda-feira, 25 de agosto de 2014
quinta-feira, 21 de agosto de 2014
Doença de Parkinson
O mal de Parkinson é uma doença neurodegenerativa caracterizada por: tremor de repouso, rigidez muscular , acinesia(dificuldade para iniciar o movimento) e alteração dos reflexos de manutenção da postura.
A doença costuma iniciar-se após os 50 anos de idade , atinge ambos os sexos ,porém com discreta predominância no sexo masculino; é insidiosa, dificultando a determinação exata de seu início sendo que 80% dos pacientes têm problemas de voz , fala e deglutição.
Em geral as alterações de voz e fala aparecem antes dos demais sintomas do movimento, comprometendo a comunicação.
Em geral as alterações de voz e fala aparecem antes dos demais sintomas do movimento, comprometendo a comunicação.
O comprometimento da comunicação oral dos parkinsonianos é descrito como Disartria Hipocinética. As alterações fonoarticulatórias são caracterizadas por intensidade vocal reduzida,articulação imprecisa, alteração da velocidade da fala , pausas articulatórias inapropriadas e monotonia na frequência e intensidade.,alteração da função respiratória.
As dificuldades de comunicação e deglutição nos pacientes são decorrentes dos sintomas motores de rigidez, acinesia, tremor e alteração dos reflexos posturais.
Quanto à qualidade vocal, encontramos disfonias que variam de voz soprosa, voz áspera e, trêmula. Normalmente a redução da intensidade vocal é um dos primeiros sintomas a aparecer.
A articulação imprecisa da fala é a característica perceptual encontrada com mais frequência nesses pacientes, tornando a fala ininteligível. Outra alteração fonoarticulatória encontrada na Doença de Parkinson, é a diadococinesia ,o que representa alteração na habilidade de realizar movimentos labiais e linguais.
A fala ininteligível pode ser inicialmente atribuída à redução da intensidade , no entanto, a associação de alterações na qualidade vocal, na articulação e na intensidade contribuem para a piora da inteligibilidade da fala..
Em relação à Terapia Fonoaudiológica para pacientes parkinsonianos, estudos recentes têm demonstrado que as alterações de voz , fala e deglutição,parecem responder satisfatoriamente à terapia, proporcionando maior efetividade da comunicação com manutenção das melhoras obtidas.
Em relação à Terapia Fonoaudiológica para pacientes parkinsonianos, estudos recentes têm demonstrado que as alterações de voz , fala e deglutição,parecem responder satisfatoriamente à terapia, proporcionando maior efetividade da comunicação com manutenção das melhoras obtidas.
segunda-feira, 18 de agosto de 2014
quinta-feira, 14 de agosto de 2014
Dia de atenção à respiração oral
Respirar pela boca causa desde infecções, problemas na fala até flacidez no rosto.
Já prestou atenção na sua respiração? Ela é responsável pela saúde e bem-estar do dia-a-dia e, quando incorreta, pode oferecer problemas a curto e longo prazo além de garantir noites mal dormidas, perda de paladar, defeitos na face e desalinhamento dos dentes.
Quando respiramos pela boca perdemos a segurança que as vias nasais oferecem além de apresentar riscos para a laringe, traquéia e pulmões. “Uma das funções do nariz é filtrar o ar, protegendo seu corpo contra uma série de microorganismos e, quando você respira pela boca, essa triagem deixa de ser feita”. O problema é que diante de qualquer dificuldade de respirar pelo nariz, nosso corpo automaticamente passa essa função para a boca, e nos acostumamos facilmente com essa condição. Num adulto, passa pelo nariz cerca de 15 a 20 mil litros de ar por dia. Quando apresentamos qualquer doença que impeça ou dificulte a passagem de ar por ele, começamos a utilizar a boca como via respiratória. Depois de algum tempo respirando pela boca, o organismo acaba exposto a diversos problemas de saúde. Infecções, como as faringites e amidalites, estão entre elas.
Em crianças, a respiração bucal altera o posicionamento da língua, gerando distúrbios da deglutição, e leva a uma flacidez da musculatura face, que passa a ser menos exigida. Com o decorrer dos anos, principalmente as crianças que ainda estão em desenvolvimento, podem sofrer deformidades da arcada dentária e dos ossos da face e conseqüentemente “problemas na fala”.
Tratamento: Existem várias formas de tratamento, como exercícios fonoaudiológicos para reabilitação da respiração, tratamento de alergias, uso de aparelhos bucais e até cirurgia. As pessoas acabam se acostumando a essa condição e não procuram tratamento. Isso pode ser um risco para a saúde, trazendo diversos problemas futuros. Procure um fonoaudiólogo para receber orientação quanto ao tratamento mais adequado ao seu caso.
Fonte:http://tatianirossini.blogspot.com.br
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
quinta-feira, 7 de agosto de 2014
segunda-feira, 4 de agosto de 2014
Desenvolvimento da função auditiva
A criança no útero já
escuta os batimentos cardíacos da sua mãe. Após o nascimento consegue
reconhecer a voz da mãe. Portanto para a criança ter um desenvolvimento
auditivo normal é importante observar se a criança:
DE 0 A 3 MESES:
DE 0 A 3 MESES:
- Assusta-se com sons;
- Acalma-se com a voz da mãe;
- Procura sons com os olhos;
- Escuta música.
- Procura o som com movimentos da cabeça ( Esta fase coincide com a habilidade de se sustentar e virar a cabeça);
- Para de chorar quando escuta música;
- Manipula o chocalho.
- Reponde quando é chamado;
- Escuta com atenção uma conversa.
- Reage a música cantando-a;
- Quando está sozinha fala sozinha;
- Responde com a cabeça para dizer não.
- Localiza diretamente os sons para o lado, para baixo e para cima.
- Localiza diretamente os sons em qualquer ângulo.
Como descobrir uma perda
auditiva?
Fique atento aos seguintes
sinais:
- O balbuciar da criança é
reduzido ou pouco nítido;
- O balbuciar da criança para
derrepente aos 6/8 meses sendo substituídos por gritos;
- A criança com 1 ano de
idade não compreende a mensagem que é dita pelos pais ou outras pessoas;
- A criança demora para se
desenvolver linguisticamente;
- Ao ser chamada a criança
não reage, seja com contato visual de quem está falando ou não.
Fonte: Daniela Shibuya Itamura
As imagens usadas neste post são de autoria desconhecida, encontradas em sites de busca. Caso você seja o autor, entre em contato para a colocação dos créditos ou remoção.
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