segunda-feira, 14 de julho de 2014

Transtornos do Aprendizado

    Os transtornos do aprendizado da leitura e da escrita são muito comuns, tanto na clínica fonoaudiológica quanto no cotidiano da própria escola

 
   Tais transtornos englobam desde as trocas grafêmicas até as dificuldades da compreensão da leitura.
 
   Causas:
   Segundo Azcoaga e col. (1979), estes distúrbios podem ser causados por fatores tais como:
-Genética
-Lesão cerebral
-Alterações do desenvolvimento
 
      Existem ainda condições externas e internas necessárias para a aprendizagem, tais como:
    Integridade motora para a realização dos movimentos envolvidos na leitura e escrita.
   Integridade sensorioperceptual, pois déficits sensoriais (visuais e auditivos), mesmo leves, podem gerar dificuldades no aprendizado da leitura e da escrita. Além disso, habilidades como memória auditiva e visual, capacidade de realizar figura-fundo, discriminação e análise síntese auditiva e visual estão diretamente relacionadas a esses aprendizados.
   Integridade sócio-emocional - É importante que a criança esteja pronta para a alfabetização.
  
   Alterações gerais de saúde que prejudicam qualquer aprendizado.
 
   Distúrbio de fala que podem ser transpostos para a escrita.
 
   Tratamento:
   O tratamento fonoaudiológico consiste em uma série de ações que objetivam desenvolver o domínio dos códigos oral e gráfico e a adequação de outras funções deficitárias, como por exemplo, extinguir um hábito de sucção do dedo ou chupeta.
 
   Assim, o plano terapêutico variará de caso para caso, dependendo das características, habilidades e dificuldades de cada criança.
 
   Prevenção:
   Estimular a fala, tanto no que se refere à produção adequada da mesma, falando corretamente com a criança desde pequena, quanto no referente à elaboração oral, pedindo que a criança conte o que vivenciou, o que viu. Além disso, é importante conversar com ela, contar-lhe histórias, para que ela tenha mais amostras de fala do adulto.
 
   Oferecer para a criança oportunidades nas quais ela experimente diferentes atividades, preferencialmente corporais, pois o corpo é a porta de entrada de todas as informações.
 
   Criar o hábito de leitura desde cedo, tendo o cuidado de escolher livros correspondentes a idade cronológica da criança.
  

Fontes:
Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia - www.sbfa.org.br
Fonoaudiologia na Escola  Sacaloski,M.; Alavarsi, E.; Guerra, G., Lovise,2000.
As imagens usadas neste post são de autoria desconhecida, encontradas em sites de busca. Caso você seja o autor, entre em contato para a colocação dos créditos ou remoção.
EA

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Síndrome de Déficit de Atenção (SDA)

   Segundo estudiosos, a Síndrome do Déficit de Atenção (SDA) é decorrente de um conjunto de sinais e sintomas causados por uma imaturidade neurológica, na formação Reticular, localizada no tronco Cerebral.
 


   Quando a criança não atinge a maturidade da Formação Reticular, no momento da velocidade ideal, desenvolve-se um quadro caracterizado por atraso de aquisição de linguagem, associado a distúrbios psicomotores ou de comportamento, que compromete as relações familiares e o aprendizado escolar.
 
   O tratamento pode ser medicamentoso e através de exercícios especiais destinados aos distúrbios que podem ser encontrados. A equipe multidisciplinar, como a fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicomotricidade, ludoterapia, psiquiatria e neuropediatria, trabalha em conjunto.
 
   No ambiente escolar é necessário aplicar técnicas pedagógicas especializadas, em classes adaptadas com menor número de alunos e que realizem estímulos em menores quantidades, devido o grau de dificuldade apresentado pelo portador da SDA.
 
   A hiperatividade é o sintoma que mais chama a atenção de todos, porém é importante destacar que nem todos os portadores da síndrome são hiperativos, o que acontece é que pode acontecer de ser mais distraído ou até mesmo mais agitado.
 
   É importante fazer essa diferenciação para não rotular uma criança que apresente tais comportamentos como portador da SDA. O fonoaudiólogo irá trabalhar, principalmente, as anormalidades motoras e de sensibilidade.

Fontes:Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia - www.sbfa.org.br, Fonoaudiologia na Escola  Sacaloski,M.; Alavarsi, E.; Guerra, G., Lovise,2000.
As imagens usadas neste post são de autoria desconhecida, encontradas em sites de busca. Caso você seja o autor, entre em contato para a colocação dos créditos ou remoção.