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segunda-feira, 14 de março de 2016

Alzheimer

Retirado do site www.fonoorientando.worpress.com

A Doença de Alzheimer é uma doença degenerativa, progressiva que afeta o cérebro causando diminuição da memória, dificuldade no raciocínio e pensamento e alterações  de comportamento. Tem início mais comum aos 65 anos e efeito devastador sobre a família e o doente.



Os sintomas mais comuns são: perda gradual da memória, diminuição no desempenho para tarefas do dia-a-dia, diminuição do senso crítico, perda da orientação de tempo e espaço (lugar), mudança na personalidade, dificuldade de aprender e dificuldades na área da comunicação. O grau de comprometimento varia de paciente para paciente e também de acordo com o tempo de evolução da doença. Na fase final o paciente torna-se totalmente dependente de cuidados.

O único fator de risco bem conhecido e aceito por todos é a idade. Aceita-se que a doença de Alzheimer seja uma doença que à medida que a idade avança, maior é a possibilidade  de acontecer.

Também parece claro que a doença de Alzheimer não tem uma única causa, sendo provavelmente devida a uma combinação de fatores genéticos e ambientais. Alguns estudos demonstraram que, enquanto a incidência aos 80 anos é de aproximadamente 20%, aos 85 anos é de 40%, ou seja, o dobro em 5 anos. O relato de outros casos na família também têm sido apontado por vários estudos como um fator importante para o desenvolvimento da doença.


Na fase inicial da doença, a pessoa afetada apresenta um pouco de confusão e esquecimento e tem dificuldades na comunicação em determinados momentos. Em algumas vezes, pode apresentar descuido da aparência pessoal, perda da iniciativa e alguma perda da autonomia para as atividades da vida diária.

Na próxima fase (intermediária) a pessoa precisa de mais ajuda para fazer as tarefas de rotina, pode passar a não reconhecer seus familiares, pode não conseguir segurar o xixi e as fezes, precisa de ajuda para se vestir, comer, tomar banho, tomar suas medicações e todas as outras atividades de higiene. Pode apresentar comportamento ruim, ficar irritado, desconfiado, sem paciência e até agressivo. Pode também apresentar depressão.

No fim da doença, a pessoa perde peso, mesmo comendo adequadamente, fica com dependência completa, não conseguindo fazer qualquer atividade do dia-a-dia e fica apenas na cama. Pode ter reações a medicamentos, infecções de bactérias e problemas nos rins. Na maioria das vezes, a causa da morte não tem relação com a doença e sim com fatores relacionados à idade avançada.

Fonte: fonoorientando.worpress.com

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Doença de Alzheimer - Dia mundial

Retirado do site www.abraz.com.br

Setembro é considerado o Mês Mundial da Doença de Alzheimer.
Os estudos e as estatísticas relativas às demências, e, principalmente, à doença de Alzheimer, têm aumentado substancialmente nos últimos anos. Através deles podemos conhecer a atual situação, e nos prepararmos para um futuro não tão distante quanto muitos imaginam, quando os transtornos crescerem substancialmente.

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Há quase 900 milhões de pessoas com mais de 60 anos vivendo no mundo inteiro. O aumento da esperança de vida contribui para o rápido aumento desse número e está associado a um aumento da prevalência de doenças crônicas como as demências. Como mencionado em relatório anterior da ADI (Alzheimer's Disease International), há mais de 100 formas de demência, porém a doença de Alzheimer, a demência vascular, a demência frontotemporal e a demência com corpúsculos de Levy são os tipos mais comuns. Pessoas acima de 60 anos de idade estão mais suscetíveis à demência, porém ela pode afetar pessoas mais jovens também. Nos estágios mais tardios, as pessoas com demência ficam impossibilitadas de realizar tarefas cotidianas e necessitam de cada vez mais apoio.

Prevalência global de demência
A ADI estima haver 46,8 milhões de pessoas no mundo vivendo com demência em 2015. Este número quase irá dobrar a cada 20 anos, chegando a 74,7 milhões em 2030 e 131,5 milhões em 2050. Essas novas estimativas são de 12 a 13% mais elevadas do que as feitas anteriormente em relatório da ADI em 2009.

Incidência global de demência
A cada 3,2 segundos surge um caso novo de demência no mundo. Estimativa esta maior do que a imaginada em 2010. Em relatório anterior já havia sido mencionado que esse aumento será mais expressivo em países de baixa e média renda, sendo responsável por mais de dois terços dos casos até 2050. Atualmente, 58% de todas as pessoas com demência vivem nestes países. A incidência de demência aumenta exponencialmente com o aumento da idade, sendo duplicada a cada 6,3 anos com o avançar da idade.

Os custos da demência no mundo
Por pessoa, os custos são divididos em três subcategorias: custos médicos diretos; custos com cuidados sociais diretos (profissionais cuidadores, instituições de longa permanência); e custos de cuidados indiretos. O custo global das demências aumentou de 604 bilhões de dólares em 2010 para 818 bilhões de dólares em 2015, ou seja, houve um aumento de 35,4%.

Tendências na prevalência e incidência
Quase todas as projeções atuais de epidemia de demência assumem que a prevalência de demência não irá variar ao longo do tempo, e que o envelhecimento da população isoladamente impulsiona o aumento projetado. Deve-se chamar a atenção para o Brasil, que como todo o restante da América Latina, seguirá esta tendência e terá os seus custos aumentados de maneira realmente significativa, principalmente em fases mais avançadas.
Os estudos e as estatísticas relativas às demências, e, principalmente, à doença de Alzheimer, têm aumentado substancialmente nos últimos anos. Através deles podemos conhecer a atual situação, e nos prepararmos para um futuro não tão distante quanto muitos imaginam, quando os transtornos crescerem substancialmente.
Há quase 900 milhões de pessoas com mais de 60 anos vivendo no mundo inteiro. O aumento da esperança de vida contribui para o rápido aumento desse número e está associado a um aumento da prevalência de doenças crônicas como as demências. Como mencionado em relatório anterior da ADI, há mais de 100 formas de demência, porém a doença de Alzheimer, a demência vascular, a demência frontotemporal e a demência com corpúsculos de Levy são os tipos mais comuns. Pessoas acima de 60 anos de idade estão mais suscetíveis à demência, porém ela pode afetar pessoas mais jovens também. Nos estágios mais tardios, as pessoas com demência ficam impossibilitadas de realizar tarefas cotidianas e necessitam de cada vez mais apoio.

Prevalência global de demência
A ADI estima haver 46,8 milhões de pessoas no mundo vivendo com demência em 2015. Este número quase irá dobrar a cada 20 anos, chegando a 74,7 milhões em 2030 e 131,5 milhões em 2050. Essas novas estimativas são de 12 a 13% mais elevadas do que as feitas anteriormente em relatório da ADI em 2009.

Incidência global de demência
A cada 3,2 segundos surge um caso novo de demência no mundo. Estimativa esta maior do que a imaginada em 2010. Em relatório anterior já havia sido mencionado que esse aumento será mais expressivo em países de baixa e média renda, sendo responsável por mais de dois terços dos casos até 2050. Atualmente, 58% de todas as pessoas com demência vivem nestes países. A incidência de demência aumenta exponencialmente com o aumento da idade, sendo duplicada a cada 6,3 anos com o avançar da idade.

Os custos da demência no mundo
Por pessoa, os custos são divididos em três subcategorias: custos médicos diretos; custos com cuidados sociais diretos (profissionais cuidadores, instituições de longa permanência); e custos de cuidados indiretos. O custo global das demências aumentou de 604 bilhões de dólares em 2010 para 818 bilhões de dólares em 2015, ou seja, houve um aumento de 35,4%.

Tendências na prevalência e incidência
Quase todas as projeções atuais de epidemia de demência assumem que a prevalência de demência não irá variar ao longo do tempo, e que o envelhecimento da população isoladamente impulsiona o aumento projetado. Deve-se chamar a atenção para o Brasil, que como todo o restante da América Latina, seguirá esta tendência e terá os seus custos aumentados de maneira realmente significativa, principalmente em fases mais avançadas.

Fonte: abraz.org.br

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Doença de Alzheimer (DA) e disfagia

A doença de Alzheimer é a causa mais comum de demência. É uma doença degenerativa do sistema nervoso central, de caráter lento e progressivo, que acomete inicialmente a memória e progride para outros domínios cognitivos. À medida que a DA evolui, os pacientes tornam-se cada vez mais dependentes. Iniciam-se as dificuldades de locomoção, a comunicação se torna inviabilizada e passam a necessitar de cuidados e supervisão integral.
As alterações na deglutição dos pacientes com DA iniciam-se com queixa de engasgos durante a ingestão de alimentos, principalmente líquidos. Com a progressão da doença o paciente pode ter dificuldades com outras com outras consistências, o que leva ao comprometimento da condição nutricional.
 
Há relatos de dificuldades de gerenciamento da deglutição nas fases iniciais, porém os problemas mais expressivos apresentam-se nas fases moderada e grave da DA, o que leva ao comprometimento da condição nutricional.
 
Fase inicial:
Não se observa queixas específicas de alteração da deglutição. Há relatos de mudanças de hábitos alimentares.
 
Fase moderada:
É caracterizada por mudanças significativas nas habilidades cognitivas, que impactam na autoalimentação e deglutição. Alterações da memória podem levar o indivíduo a esquecer o que comeu, quando comeu e qual o horário da próxima refeição.
 
Dificuldades perceptuais e espaciais resultam em dificuldade para localizar louça e talheres e reconhecer comida e utensílios.
 
Apraxia de membros e apraxia oral podem levar à dificuldades na utilização de talheres e realização de ações voluntárias como abrir a boca e manipular o alimento na cavidade oral.
 
Alterações da linguagem podem levar à dificuldade em expressar as preferências alimentares e compreender instruções dadas durante as refeições.
 
Nesta fase é importante identificar a segurança da deglutição e gerenciar a capacidade de manutenção da dieta via oral. A cognição é um fator importante para considerar se o paciente terá condições de aprender a estratégias que minimizem os riscos.
 
Os familiares/cuidadores devem ser orientados e treinados quanto a melhor consistência de dieta a ser oferecida, o utensílio utilizado para oferta dos alimentos, o volume oferecido, manobras ou posturas utilizadas para a deglutição (a depender da condição cognitiva) e o ritmo de oferta dos alimentos.
 
É importante que todos estejam familiarizados com o processo de evolução da doença para que futuramente tenham condições e oportunidade de participar das decisões.
 
Fase grave:
Nesta fase, a quantidade de alimento ingerido pode ser insuficiente. O tempo de refeição aumenta de forma significativa. A indicação de uma via alternativa de alimentação pode ser necessária (quando a via oral ocorrer de forma insuficiente ou quando a mesma representar risco para aspiração). Esta indicação deve ser criteriosa e depende da decisão conjunta da equipe multiprofissional e familiares/cuidadores.
 
Algumas orientações e condutas podem permitir ao paciente disfágico uma alimentação via oral mais segura.
 
Estas orientações estão relacionadas à:
1- Consistência dos alimentos:
A consistência dos alimentos é modificada, ao longo do curso da doença, se necessário.
 
A umidificação dos alimentos é indicada para a maioria dos pacientes. Em geral, a dieta de menor risco é a consistência pastosa homogênea (consistência de creme).
 
O importante é a garantia de um desempenho seguro (sem a entrada de saliva/ alimentos/líquidos no pulmão) durante todas as refeições.
 
2-Uso de espessantes alimentares:
São produtos industrializados que modificam instantaneamente a textura e consistência dos alimentos, não alterando o sabor.
 
São bastante utilizados para espessamento de líquidos, pois tendem a ser a consistência mais difícil por exigir adequado controle oral, agilidade e coordenação da musculatura envolvida na deglutição.
 
3- Posicionamento durante a alimentação:
Uma posição correta durante a alimentação dificulta a entrada dos alimentos nos pulmões, deixando a alimentação mais segura.
 
Durante as refeições é importante que o paciente permaneça sentado, com o tronco reto e a cabeça erguida. Caso não seja possível, tente manter o tronco o mais reto que puder ou pelo menos a 45º (figura abaixo). Use como apoio, travesseiros, almofadas, rolos de toalhas ou lençóis.
 
 
4- Ambiente:
O ambiente onde o paciente será alimentado deverá ser calmo, oferecer o mínimo de distratores assim como televisores e rádios deverão ser desligados. Conversas paralelas deverão ser evitadas.
 
5- Higiene oral:
Pacientes com precário estado de conservação dentária estão mais propensos a broncopneumonias.
 
Para manutenção adequada da higiene oral e para retirada da placa bacteriana é necessária a ação mecânica de escovação dos dentes.
 
O uso de uma pasta que tenha boa ação bactericida é indicada quando ainda o paciente tem condições de fazer “bochecho”.
 
Caso esteja em uma fase que já não consegue bochechar, sugere-se a utilização da própria escova e de um antisséptico a base de clorexidina a 0,12% sem álcool, não sendo necessário o enxágue.
 
6- Via alternativa de alimentação:
A nutrição enteral é indicada a pacientes que possuem risco para aspiração ou para aqueles com ingestão alimentar insuficiente por via oral.

Cabe à equipe médica optar pela sonda naso-enteral (SNE) ou gastrostomia (GTT). A sonda naso enteral é um tubo flexível inserido no nariz. Recomenda-se que seja usada no máximo por um mês, mas na prática clínica isso não acontece. Para pacientes sem condições de manutenção de via oral exclusiva (se alimentar somente por boca), a gastrostomia é indicada. É um procedimento simples e realizado por via endoscópica.

Sinais de alerta

1- Tosse ou engasgo com alimento ou saliva;
2- Pneumonias de repetição;
3- Refluxo gastro-esofágico;
4- Febre sem causa aparente;
5- Sensação de bolo na garganta;
6- Recusa alimentar;
7- Sonolência durante as refeições;
8- Presença de sinais clínicos de aspiração: dispnéia (falta de ar), voz molhada (som borbulhante)

A constatação desses sinais de alerta, isoladamente ou em conjunto, são essenciais para definição da conduta em relação à manutenção da dieta VO (por boca).
Em caso de dúvida, peça orientação para um profissional especializado.

Fonte:http://leandrafono.blogspot.com.br