segunda-feira, 7 de julho de 2014

Desvios fonético-fonológicos

   Para que a produção dos sons da fala se dê adequadamente, é necessário que o movimento dos órgãos envolvidos ocorra com precisão, velocidade, energia, pressão e coordenação adequada dos grupos musculares.  Além da integridade física, a integridade neurológica e psicológica são também necessárias para haver uma boa articulação.
 

 
   Caso haja déficit ou inadequação em um ou mais fatores citados acima, teremos a presença de um distúrbio articulatório.
 
   De acordo com Arnaut e Tafla (1996), alguns fatores podem influenciar o desenvolvimento da aquisição fonológica, tais como:
Fatores orgânicos: má-oclusão dentária, malformações congênitas do aparelho fonador, hipoacusia, deficiência mental, afasia, respiração bucal.
Fatores funcionais: Causas ambientais, uso prolongado de chupeta e mamadeira, problemas emocionais, vícios de articulação.
 
   No geral, pode-se dizer que as causas do distúrbio articulatório podem ser definidas como qualquer fator que interfere no desenvolvimento motor, emocional, social e cultural do indivíduo.
 
   Orientações:
   Não imite o falar errado da criança, nem peça para repetir a palavra por achá-la bonita ou engraçada, pois o adulto é o modelo que ela seguirá para se corrigir, e a repetição fixará o padrão incorreto.
 
   Quando a criança cometer um erro articulatório, dê a ela o padrão correto sem repetir o erro (exemplo: se uma criança diz áua para água, diga você quer água?, enfatizando  o correto), porém não a corrija excessivamente.
 
   Não exija da criança uma produção além da esperada para sua idade, respeite a ordem da aquisição fonêmica.
 
   Observe se a fala da criança é inteligível e encontra-se dentro do padrão esperado para sua idade.
 
   Propicie o desenvolvimento da fala, deixando que a criança expresse oralmente o que deseja, não a atendendo imediatamente após uma solicitação gestual.
 
   Não use palavras no diminutivo, pois por serem semelhantes (terminam com inho), dificultam a memorização.
 
Fontes:
Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia - www.sbfa.org.br, Fonoaudiologia na Escola  Sacaloski,M.; Alavarsi, E.; Guerra, G., Lovise,2000.
As imagens usadas neste post são de autoria desconhecida, encontradas em sites de busca. Caso você seja o autor, entre em contato para a colocação dos créditos ou remoção.
 
  

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Atraso de Linguagem

   Atraso de Linguagem diz respeito a um início tardio no desenvolvimento da linguagem da criança. Tendo em vista que por volta de um a dois anos de idade a criança deveria ter começado a adquirir e a usar a linguagem, temos que ficar atentos quando isso não ocorrer, pois algum problema poderá estar interferindo nesse processo.
 
 
 
   Segundo Zorzi (1993), existem dois tipos de atraso de linguagem:
1  Embora a criança já tenha atingido ou até mesmo ultrapassado a idade cronológica esperada, não conseguiu adquirir a linguagem. O atraso manifesta-se na forma de ausência de linguagem verbal no comportamento infantil.
2  Uma segunda forma pode ser observada em crianças que, embora já estejam usando palavras para se comunicar, têm uma linguagem que não se desenvolve com a mesma velocidade e complexidade constatadas na evolução das demais crianças.
 
   Sendo assim, o retardo de aquisição de linguagem ocorre quando a criança não apresenta um nível de linguagem adequado em comparação ao esperado.
 
   Causas:
   Conforme Fonseca (1994), o desenvolvimento da linguagem depende de dois fatores: Um orgânico/afetivo com as características individuais de cada criança, e outro social resultante do potencial ambiental edificado pelo grupo a que a criança pertence.
 
   Danos cerebrais devidos a traumatismos ou doença, ocasionando disfunção e déficits neurológicos, estão entre as causas orgânicas. Também se enquadram nessa categoria crianças com privação sensorial, como na deficiência auditiva.
 
   A deficiência mental dificulta o reconhecimento dos significados e de suas possíveis inter-relações. Se uma criança demonstra um atraso global no seu desenvolvimento neuropsicomotor, fica claro que a linguagem também estará comprometida.
 
   No âmbito afetivo, problemas emocionais, como em crianças emocionalmente imaturas que não aprendem a falar por temer ou rejeitar as relações comunicativas, ou talvez, pela dificuldade em encontrar as palavras para expressar seus sentimentos.
 
   No que diz respeito aos problemas ambientais, podemos citar a privação de experiências, em que as condições familiares são desfavoráveis ao desenvolvimento da fala, com situações tensas ou agressivas.
 
   O abandono ou, em outro extremo, a superproteção, com excesso de cuidados com a criança, também dificultam a aquisição da linguagem, já que os pais tendem a tentar adivinhar o que ela quer, respondendo prontamente a um simples gesto indicativo.
 
   Tratamento:
   O tratamento Fonoaudiológico é de suma importância, mas para que o trabalho alcance seu objetivo, torna-se fundamental que haja uma parceria entre escola/clínica/família, na qual a criança sinta-se mais segura e com total respaldo para desenvolver-se plenamente.


Fontes:
Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia - www.sbfa.org.br / Fonoaudiologia na Escola  Sacaloski,M.; Alavarsi, E.; Guerra, G., Lovise,2000.As imagens usadas neste post são de autoria desconhecida, encontradas em sites de busca. Caso você seja o autor, entre em contato para a colocação dos créditos ou remoção.


  
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